Tribuna do Leitor

Sociedade do conhecimento


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O professor Wellington Martins publicou artigo no JC (26/02, Opinião) sob o título "Todos por uma educação de qualidade!". O assunto abordado apresenta uma análise crítica procedente, oportuna e objetiva. Sem dúvida alguma, é preciso acabar com o apartheid existente no Brasil, na rede das escolas de educação de base: escola particular para os filhos dos ricos e escola pública para os filhos dos pobres. Comporta evocar que, em outubro de 2005, o Senado Federal, em sessão especial, homenageou os dias da Criança e do Professor e, considerando a ocasião ideal, foi lançado também o Manifesto dos Senadores pela Educação. O Manifesto foi publicado no Jornal do Senado, órgão de divulgação do Senado Federal, edição semanal (17 a 23/out./2005). O Manifesto dos Senadores pela Educação foi de iniciativa do então senador e líder do governo Aloizio Mercadante, atual ministro da Educação.

O documento inicia afirmando: "Se, há mais de 70 anos, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova já declarava, em seu preâmbulo, que na hierarquia dos problemas nacionais nenhum sobreleva em importância e gravidade o da educação, hoje, mais do que em qualquer outra fase de nossa história, essa prioridade elevou-se a condição de urgência, inquestionável e inadiável". É destacado três aspectos sobre a situação da educação: 1) A nação está diante de uma encruzilhada que requer seu autoexame; 2) Só um pacto nacional poderá mobilizar lideranças de todos os setores; 3) A situação educacional é preocupante e coloca em risco o futuro do país". Neste ano está completando sete anos do lançamento do Manifesto dos Senadores pela Educação. Até o momento desconheço medidas adotadas que reverteram a situação crítica ressaltada.

Concluo transcrevendo as afirmações do Professor Emérito da Unicamp Dermeval Saviani, publicada no artigo de sua autoria intitulado "Formação e Condições de Trabalho Docente", na revista - Educação & Cidadania - (2009-Volume8-n.2): "É preciso acabar com a duplicidade pela qual, ao mesmo tempo em que se proclamam aos quatro ventos as virtudes da educação exaltando sua importância decisiva num tipo de sociedade como esta em que vivemos, classificada como "sociedade do conhecimento", as políticas predominantes se pautam sempre pela busca da redução de custos, cortando investimentos.

Faz-se necessário ajustar as decisões políticas ao discurso imperante". (Rodolpho Pereira Lima - professor aposentado do magistério estadual/SP e ex-professor da ex-Fafil (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Sagrado Coração de Jesus de Bauru), hoje USC

Universidade Sagrado Coração

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