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Crivella na Pesca agrada evangélicos

Reuters
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Brasília - A presidente Dilma Rousseff nomeou ontem o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) como novo ministro da Pesca e Aquicultura, numa tentativa de integrar os evangélicos ao governo após polêmicas com a bancada religiosa. Crivella, 54 anos, é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, e exerce seu segundo mandato como senador (veja quadro).

 

Dois episódios envolvendo ministros do governo e a bancada religiosa neste ano teriam levado Dilma a avaliar a necessidade de melhorar a relação com os evangélicos, disse à reportagem uma fonte do Planalto. O grupo foi crítico à escolha de Eleonora Menicucci, defensora de mudanças na legislação relativa ao aborto, para a Secretaria de Política para as Mulheres, e atacou supostas declarações do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), de que o Estado deveria promover uma “disputa ideológica” com as igrejas evangélicas pela influência nas classes emergentes.

 

As polêmicas teriam mostrado à presidente a necessidade de melhor atender aos evangélicos dentro do governo, segundo a fonte. “O único momento constrangedor que o Planalto e os ministros do governo passaram neste ano foi a crítica dos evangélicos às falas da ministra Menicucci e do ministro Gilberto Carvalho”, disse a fonte, sob condição de anonimato, ao explicar a troca, que não teria relação com a disputa municipal em São Paulo.

 

A nomeação de Crivella também poderá conter as críticas que os evangélicos ameaçam fazer contra Fernando Haddad por causa do kit gay, material que o governo planejava entregar a alunos da rede pública para combater o preconceito contra homossexuais. 

 

O senador substitui Luiz Sérgio (PT-RJ), que retomará seu mandato como deputado federal, informou a assessoria da Presidência da República.

 

A escolha deu-se pela proximidade dele com Dilma, numa relação mediada pelo ex-vice-presidente da República José Alencar, que também pertencia ao PRB, disse a fonte. Até então, o partido não ocupava nenhum ministério no governo.

 

A Presidência, em nota, justificou a mudança para permitir “a incorporação ao Ministério de um importante partido aliado da base do governo”.

 

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, negou que a nomeação de Crivella tenha sido um afago aos aliados evangélicos.

 

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