Rio - O ex-assessor do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz foi condenado pela juíza Maria Tereza Donatti, da 29.ª Vara Criminal do Rio, por corrupção e fraude em licitação quando era presidente da a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), em 2
2. O caso refere-se ao suposto pedido de propina ao empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, revelado em fevereiro de 2
4 - o primeiro escândalo de corrupção do governo Lula.
Segundo o Ministério Público do Rio, Waldomiro pediu R$ 1,7 milhão ao empresário como propina e para abastecer campanha eleitoral de políticos, e em troca Cachoeira obteve a alteração de item do edital de licitação para favorecer sua empresa. A Justiça condenou Waldomiro a 12 anos de reclusão, em regime fechado, e a três de detenção, em regime semi-aberto, e multa de R$ 319.28
,
. Parte dela será destinada à Secretaria de Saúde.
A pena de Carlinhos Cachoeira é de oito anos de reclusão, em regime fechado, dois anos e meio de detenção, em regime semi-aberto, e multa de R$ 184.52
,
- parte para a Secretaria de Educação. Os dois podem recorrer em liberdade. O Ministério Público afirmou que vai pedir aumento da pena dos acusados.
A reportagem deixou recado para os advogados dos dois condenados, mas não houve retorno até as 2
h. No processo, Waldomiro negou ter solicitado propina. Cachoeira, por sua vez, afirmou que apenas simulou concordar com o pedido, sem concretizar o pagamento.
O caso foi revelado após divulgação de vídeo da reunião entre os dois, na qual Waldomiro pede a propina. Na época ele era subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência, por indicação do então chefe da Casa Civil, José Dirceu.