Na manhã de ontem, o JC recebeu diversas reclamações sobre atendimento precário no Pronto-Socorro Central de Bauru. Algumas queixas em comum feitas por usuários foram além do quesito “saúde”, acerca da falta de “assistência social” para a população.
O forte calor que, de acordo com as previsões do CpTec, chegou a 35 graus na tarde desta quinta-feira, e a demora dificultou ainda mais o atendimento dos pacientes.
O motorista Luiz Reginaldo Recco, 6
anos, foi à unidade por volta das 9h com sintomas de infarto e, até as 13h45, os enfermeiros só haviam aferido a pressão dele. Ele só conseguiu ser atendido por um médico por volta das 14h3
, segundo informou à reportagem ontem à tarde.
Reginaldo disse ainda que o local estava lotado e diversas pessoas aguardavam na sala de espera. Outro problema foi a ‘chamada’ dos nomes, que estava confusa e dificultava o atendimento dos pacientes.
Também no final da manhã de ontem, a PM informou que levou até a unidade um morador de rua que, segundo testemunhas, meia hora depois teria sido colocado para fora por um funcionário. À reportagem o homem negou ter sido retirado do PS, mas resolveu tomar um “banho de mangueira” nas dependências da unidade.
A assessoria do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto-Atendimento da Secretaria Municipal da Saúde informou que os atrasos nos atendimentos no Pronto-Socorro Central ocorreram em função da quantidade atípica de casos de emergência que deram entrada na unidade, sendo nove somente no período da manhã, entre eles dois acidentes.