Rural

Brasil rural busca parceiros lá fora

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 1 min

Que Maurício Lima Verde vive entre Bauru e o exterior, não é novidade. Isso ocorre porque ele representa produtores brasileiros do setor privado há quase duas décadas na Organização Internacional do Café (OIC), com sede em Londres. Hoje, contudo, Lima Verde volta ao velho continente na condição, pela primeira vez, de coordenador da comissão especial de relações exteriores da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) ? cargo que ocupa há 20 dias.

"É uma oportunidade de oferecer o que temos de melhor e também de incentivar a vinda de missões de outros países", resume. "É uma via de mão dupla".

Em outras palavras: Maurício, que também preside o Sindicato Rural de Bauru, vai aproveitar a primeira das três reuniões anuais da OIC para expor o trabalho da comissão a pelo menos 20 dos 85 representantes de países no encontro. E não vai falar só de café ? tema no qual é especialista.

"Também podemos divulgar outras culturas de São Paulo e da nossa região. Creio que será muito produtivo porque teremos dez dias de encontro a partir deste sábado".

Além do virtual

Lima Verde acrescenta: "Queremos que missões estrangeiras cheguem ao Brasil já com uma boa noção do que vão encontrar e não apenas com base no que pesquisam pela internet, por exemplo. E desejamos facilitar a ida de produtores para conhecer realidades diferentes lá fora".

Ele dá um exemplo: "Angola, país africano, está adiantada em diversos setores da agricultura. Grãos. leite, cana, estufa... Podemos agir como elo para que brasileiros conheçam essa realidade. E, da mesma forma, queremos incentivar comitivas de fora em visitas ao nosso país".

A meta, portanto, é marcar pontos para o setor primário ? seja em Bauru, Angola ou Londres.

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