Internacional

Cruz Vermelha é impedida de circular em Homs

Agência Brasil
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A organização Cruz Vermelha afirmou, neste sábado (3), que foi impedida novamente pelas autoridades da Síria de entrar no distrito de Bab Amr, principal reduto dos oposicionistas. Autoridades do governo disseram que estão retirando entulhos do local, fortemente bombardeado nos últimos dias.

A Cruz Vermelha, representada no país pelo Crescente Vermelho (braço de inspiração religiosa islâmica da organização), disse que não desistirá de entrar em Bab Amr porque a "necessidade" é grande no bairro da cidade, que chegou a ser controlado pelos rebeldes.

Desde abril do ano passado, uma revolta popular tenta derrubar o governo de Bashar Al Assad, cuja família controla o país há quatro décadas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 7.500 opositores já morreram na repressão.

Ativistas denunciaram a morte, por retaliação, de vários militares que deixaram o Exército e se juntaram aos rebeldes para combater Assad. Neste sábado, as autoridades sírias também entregaram a representantes diplomáticos os corpos da jornalista americana Marie Colvin e do fotógrafo Remi Ochlik, mortos durante um bombardeio em Homs.

A Cruz Vermelha informou que o comboio com ajuda humanitária para o bairro de Baba Amr continua estacionado na cidade de Homs. O governo sírio deu autorização, inicialmente, para ajuda humanitária ao bairro.

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