Cultura

Suspense, crime e morte em ?Olívia?

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 4 min

Bela, jovem, imatura e impulsiva. Tinha fama de inconsequente e escondia um misterioso segredo. Foi encontrada morta em um famoso parque da cidade em Buenos Aires, na Argentina. Quem matou Olívia?

 

Para desvendar este enigma e a história que conduziu a bela jovem a este triste e cruel fim, só mesmo lendo a recém-lançada obra do professor de idiomas e também “mochileiro de carteirinha”, Alexandre Borim. 

 

O autor, que morou por seis anos em Bauru, já viajou o mundo todo e atualmente reside na Alemanha. Além de professor, Borim é jornalista formado pela Universidade do Sagrado Coração (USC) e já circulou por mais de 4

países desde que deixou Bauru e decidiu que queria “abraçar”, literalmente, o mundo.

 

Além de colecionar experiências pelos lugares por onde passa, Alexandre aproveita o gosto lapidado pela escrita e literatura e também coleciona diversas obras de sua autoria. Antes de embarcar no mundo das novelas criminais, como fez em “Olívia”, o escritor apresenta, em seu rol de publicações, leituras que relatam suas aventuras pelo globo, obras humorísticas e até contos infantis.

 

Para escrever “Olívia”, Alexandre se inspirou na música homônima de Ivan Noble, um cantor argentino. A missão do leitor é descobrir quem é o suposto autor do assassinato de Olívia em meio a tantos suspeitos. São 22 capítulos e 25

páginas recheadas de muito suspense.

 

Instigante, a obra prende facilmente a atenção do leitor e só revela no final os reais motivos que ocasionaram a morte da bela jovem. “A mensagem principal do livro é que sempre somos responsáveis pelos nossos atos, não importa o que aconteça em nossas vidas, cada qual recebe aquilo que deixou plantado”, salientou o mochileiro.

 

“Olívia” foi escrito em, aproximadamente, oito meses e foi oficialmente lançada no dia 15 de fevereiro no Brasil, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai pela Lula Enterprises. A obra, inclusive, é bilíngue, apresentando uma versão em espanhol e em português na mesma edição. O livro deve ser lançado também na Alemanha ainda este ano.

 

 

 

“Rodando” pelo mundo

 

Quem acompanha Alexandre Borim pode perceber que não se trata apenas de um bom escritor, que domina narrativas e gêneros. Com apenas 31 anos, a bagagem cultural que carrega causa inveja em qualquer um. 

 

O escritor, professor e jornalista já passou pela Ásia, África, Argentina, Chile, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Itália, Vaticano, Suíça, Áustria, China, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Irlanda, Inglaterra, Egito... Enfim, a lista é grande: são mais de 4

países visitados.

 

Mas, antes mesmo de “rodar” quase todo o globo, Alexandre esteve por muitos anos em Bauru, onde moram seus pais até hoje. “Venho de uma família bem misturada, tenho nacionalidade brasileira e argentina, avós italianos e outros com um pé no Paraguai. Trabalhei em diversos colégios de Bauru, até que, no final de 2

6, larguei tudo em busca de realizar meu sonho, conhecer o mundo”, contou ao JC.

 

De Bauru, o escritor foi parar em Puerto Iguazu, na Argentina, onde trabalhou um período como guia de turismo. Em Buenos Aires, atuou em uma universidade como tradutor. Posteriormente, foi para a Europa, onde vive desde julho de 2

7. “Minha primeira parada foi a França, onde fiquei por três meses, e logo depois Hamburgo, na Alemanha, onde vivo até hoje. Não tive problemas com visto, pois meus avós são italianos e decidi firmar minhas raízes na Alemanha, o País que abriu todas as oportunidades para meu crescimento pessoal e profissional”, relatou.

 

Em sua estante, Alexandre acumula outras obras de sua autoria, como “Volta ao Mundo com Frozen Stolichnaya”, o infantil “O Planeta é uma bola... que rebola lá no céu”, “Érase una vez un Argentino”, que contém piadas e histórias engraçadas, além de “Thomas & Franzi”, “Eduardo e Mônica”, “Das Sammenkörnchen und die Sonne” e “Pepita, die Hündin”. Esta última publicação foi indicada como melhor livro infantil na Alemanha em 2

11. Para saber mais, o site do autor é www.frozenstolichnaya.com.

 

 

 

Modelo bauruense é “Olívia”

 

Uma curiosidade: quem estampa a capa e contracapa do livro de Alexandre Borim é a modelo bauruense Arianni Milano, que foi convidada para encarnar a inconsequente “Olívia”. 

 

Arianni já fez ensaio para a revista VIP, participou do programa “Pânico na TV” e do “Super Pop”. “Foi um desafio, que eu encarei com muita fé no meu talento. Inspirada nos resumos que o Alexandre me mandava, imaginei como seria a Olívia, com que roupa ela devia estar e o cabelo que devia ter. Fiz algumas fotos e de cara ele aprovou!”, conta a modelo.

 

Arianni conta que conheceu o escritor no colégio, ainda muito nova. “Ele era meu professor de espanhol. Apesar de eu ter saído do colégio onde ele dava aula, não perdemos o contato. Fiquei encantada com o projeto de Olívia e me identifiquei com a história”, ressaltou a jovem. 

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