Tribuna do Leitor

Sim ou não às sacolas plásticas?


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O acordo feito pelo Estado de São Paulo e a rede de supermercados, no dia 25 de janeiro deste ano, a favor da não distribuição das sacolas plásticas, tem gerado grandes conflitos entre os representantes da indústria de plásticos e o Estado. O motivo desta proibição é que embora as sacolas plásticas sejam práticas e flexíveis, são, ao mesmo tempo, grandes poluidoras, antiecológicas e politicamente incorretas. O problema não está no uso do produto, mas no descarte inadequado. As sacolas entopem bueiros, causando alagamentos nas cidades, além de poluir o ecossistema. Elas são responsáveis por mais de 10% do lixo nos aterros sanitários. No entanto, no lugar das sacolas plásticas, o consumidor tem que levar suas sacolas retornáveis ou comprar as oferecidas nos estabelecimentos (a biodegradável, custando R$ 0,19). De acordo com as entidades de defesa do consumidor, as pessoas estavam sendo coagidas a comprar recipientes que deveriam ser oferecidos pelos supermercados. A substituição de sacolas plásticas não é só uma iniciativa do governo do Estado de São Paulo, mas uma tendência mundial a favor da sustentabilidade.

O acordo paulista a favor da proibição das sacolas plásticas deu um passo adiante para uma mudança de hábito dos consumidores, fazendo com que reinventem o modo de como consumir a favor do meio ambiente. Porém, não basta proibir a distribuição de sacolas plásticas em supermercados, é preciso que se tenha uma alternativa para esse problema, pois é inadmissível que a população brasileira, até mesmo os mais pobres, tenha gastos extras com sacos para o descarte de lixo. Vale ressaltar que as sacolas oferecidas "gratuitamente" pelos supermercados eram embutidas nos preços dos produtos. E diante de toda essa confusão, o comerciante só tem tido lucros e os consumidores, mais uma vez, tem sido obrigados a pagar por algo ainda mal resolvido.


Lucas Guilherme da Silva

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