São Paulo - A partir de hoje, todos os brinquedos do Hopi Hari devem passar por uma avaliação de suas condições de segurança. O parque está fechado desde a sexta-feira, depois que um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi firmado com o Ministério Público. Ele deve permanecer sem receber visitantes ao menos até o dia 11.
A medida ocorre depois que Gabriella Yukari Nichimura, 14 anos, morreu ao cair do elevador do Hopi Hari. Depois do acidente, apenas esse brinquedo havia sido interditado. Mas o Ministério Público entendeu que havia possibilidade de risco ao consumidor em outros brinquedos e propôs o fechamento.
No período, todos os brinquedos do parque devem passar por vistoria. Além da Promotoria e da Polícia Técnico-Científica, que auxilia as investigações da Polícia Civil sobre o acidente, devem participar das avaliações representantes do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e do Corpo de Bombeiros.
O prazo pode ser prorrogado por mais dez caso as autoridades achem necessário.
O TAC ainda prevê que, antes da reabertura, o Hopi Hari deve fornecer documentos de manutenção dos brinquedos e os registros de ocorrências com visitante ou funcionários no último ano.
O elevador permanecerá fechado por tempo indeterminado, e, quando reabrir, deverá indicar explicitamente aos visitantes sobre a interdição do assento em que Gabriella estava.
Caso algum termo do acordo seja descumprido, o parque pode receber multa diária de R$ 95 mil.
O parque orienta que quem comprou ingressos antecipados para as datas fechadas deve entrar em contato pelo telefone 0300-789-5566 ou pelo e-mail fale@hopihari.com.br e se informar sobre trocas ou devoluções.