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Após tiroteio, chavistas e oposição trocam acusações na Venezuela

Folhapress
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Caracas - Governo e oposição na Venezuela trocaram acusações ontem depois que duas pessoas foram baleadas durante evento político do oposicionista Henrique Capriles, em Caracas, no domingo.

 

O incidente evidencia as tensões em torno da disputa presidencial de 7 de outubro, em que o presidente Hugo Chávez tentará a reeleição. 

 

O vice-presidente, Elías Jaua, acusou Capriles de fazer um comício ilegalmente, fora dos prazos da lei eleitoral.  “É uma campanha absolutamente ilegal. A movimentação do candidato se justificava quando existiam primárias; pelo menos era um processo eleitoral interno.”

 

Já aliados de Capriles afirmaram que chavistas vestidos de vermelho abriram fogo quando o oposicionista e seus simpatizantes caminhavam pelo bairro de Cotiza, reduto governista. “Enquanto este governo debate com armas, nós debatemos com ideias”, disse Capriles. “Do que eles têm medo?”

 

O ministro do Interior, Tareck El Aissami, prometeu uma investigação, mas responsabilizou os oposicionistas. “Eles foram os promotores da violência. Decidiram montar esse show durante o entediante evento do candidato, que não conseguiu juntar nem dez pessoas.”

 

Pesquisa do instituto Hinterlaces divulgada ontem deu a Chávez 18 pontos de vantagem sobre Capriles - seis a mais do que em fevereiro. Foram ouvidas 73

pessoas de 24 de fevereiro a 1 de março.

 

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