Cultura

Justiça determina que governo do Rio Grande do Sul pague piso a professores

Folhapress
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Porto Alegre - Em meio a uma ameaça de greve dos professores, a Justiça gaúcha determinou que o governo do Rio Grande do Sul cumpra a lei do piso nacional do magistério. 

 

No ano passado, o Ministério Público havia unificado milhares de ações individuais no Judiciário local contra o governo por causa do descumprimento da norma.

 

Ontem, o salário mais baixo para professor no Rio Grande do Sul está em R$ 791,

por 4

horas semanais, quase metade da remuneração mínima estabelecida pelo Ministério da Educação (R$ 1.451,

).

 

Levantamento ontem mostra que a remuneração básica gaúcha é a pior dos 25 Estados pesquisados. Na sexta-feira, professores da rede estadual anunciaram estado de greve como forma de protesto. 

 

Ontem, houve nova reunião entre o governo de Tarso Genro (PT) e o sindicato da categoria, mas não se chegou a um acordo.

 

Tarso, na semana passada, chegou a criticar o ministro Aloizio Mercadante por conta da lei do piso - disse que ele tinha uma “opinião furada” sobre o assunto.

 

A decisão da Justiça gaúcha, expedida por um juiz de primeira instância de Porto Alegre, também manda o Estado desembolsar, de modo retroativo, o valor que deixou de ser pago aos profissionais desde 2

9. Aposentados foram incluídos na sentença. 

 

O Estado também deve incluir previsão de pagamento do piso no orçamento de 2

13. A decisão é da última quinta-feira, mas só foi divulgada ontem. Não é fixada punição.

 

Como cabe recurso à sentença, o Estado não precisará começar a pagar o piso salarial imediatamente.

 

Há duas semanas, o governo gaúcho apresentou um cronograma de reajustes que prevê que o salário mais básico passará para R$ 1.26

,

em 2

14. Os sindicalistas rejeitam a proposta.

 

O chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Carlos Pestana, disse que o governo “não concorda” com a decisão e que vai recorrer. 

 

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