São Paulo - Mesmo com o resultado fraco da economia brasileira - que viu seu Produto Interno Bruto (PIB) desacelerar para 2,7% em 2
11, ante alta de 7,5% em 2
1
-, o crescimento do País ficou acima de economias ricas, como a dos Estados Unidos, Japão e até da França e do Reino Unido.
No quarto trimestre, foi registrada alta de
,3%, ante recuo de
,1%, no terceiro trimestre (dado revisado ontem pelo IBGE) (veja quadro).
Os possíveis culpados pelo menor crescimento brasileiro são o agravamento da crise europeia e a demorada recuperação dos EUA, que modificam o cenário econômico internacional e dificultam a retomada global.
Jason Vieira, analista internacional da corretora Cruzeiro do Sul, afirma que já era esperado o maior crescimento do Brasil em relação aos países desenvolvidos. “O Brasil aproveitou um movimento inercial forte de 2
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e da primeira metade de 2
11, por isso conseguiu apresentar tal número. O problema é este ano, onde a média mundial tende a crescer, mas o Brasil pode não acompanhar com tal ímpeto e por isso o governo tem esse viés expansionista no início do ano (de adotar medidas para manter a economia aquecida).”
No quarto trimestre, algumas economias europeias registraram quedas, levando seis países a recessão técnica (crescimento negativo por dois trimestres consecutivos): Portugal, Grécia, Itália, Holanda, Bélgica e República Tcheca.
As maiores preocupações, no entanto, são os países que capitaneavam os resultados no bloco europeu, mas que passaram a apresentar resultados ruins, como Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e Itália.
O PIB da União Europeia se contraiu em
,3% nos últimos três meses de 2
11 (resultado idêntico ao do bloco dos países que usam o euro), mostrando as dificuldades enfrentadas pelos países para conciliar crescimento com os cortes nos gastos públicos. O crescimento do de 2
11 da zona do euro foi de 1,4%, de acordo com a segunda estimativa da agência de estatísticas Eurostat.
Segundo analistas, o péssimo momento econômico internacional reflete fortemente no Brasil que passa a apostar na demanda interna e a tentar controlar as intervenções protecionistas, além do despejo de moeda por parte dos países em crise com o intuito de dar liquidez a seus mercados e fazer a economia girar.
O País também enfrenta sérias dificuldades de crescimento, como o chamado “custo Brasil” caracterizado por dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional. Notícias desagradáveis também chegam da potência chinesa, cujo primeiro-ministro, Wen Jiabao, afirmou ontem que a expectativa do PIB avance 7,5% em 2
12, abaixo da meta estipulada para anos anteriores, que era de 8%. Em 2
11, a economia chinesa cresceu 9,2%.
Medidas para indústria
Diante do resultado fraco da economia em 2
11, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo prepara um pacote de medidas para estimular o setor industrial, que abrangerá novas medidas para impedir a sobrevalorização do câmbio.
“O setor industrial precisa de alguns estímulos que serão dados”, afirmou Mantega. “As medidas não estão prontas, faremos ao longo do ano para estimular o investimento e o setor industrial”, afirmou o ministro ao comentar o resultado do PIB de 2
11.