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Para indústria e comércio, decisão foi acertada; centrais sindicais criticam corte "insuficiente"


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Brasília - Entidades do comércio e da indústria elogiaram hoje a decisão do Banco Central. Na avaliação da Fiesp e Ciesp a decisão é bem-vinda, “porém chega atrasada e, sozinha, é insuficiente para impulsionar a economia” do país. 

 

“O governo precisa implantar um conjunto de medidas que seja capaz de mudar qualitativamente a situação da indústria. Precisamos de ações imediatas para recuperar a competitividade brasileira em relação ao câmbio, juros, custo de energia e infraestrutura para que o nosso país pare de exportar empregos”, afirmou Paulo Skaf, presidente das entidades.

 

Para a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) a queda da Selic permite minimizar os diferenciais de juros e a pressão sobre o real. Já a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) avalia como muito positiva mais uma redução da taxa e estima que esse seja apenas o primeiro passo no sentido de consolidar uma política fiscal que impulsione a retomada de um crescimento econômico mais vigoroso e de longo prazo.

 

Para a Fecomercio-SP, um fator adicional que abre espaço para uma queda de juros maior é o fato da taxa de crescimento do PIB no último trimestre de 2

11 ter sido de apenas 1,4%, na relação com o quarto trimestre de 2

1

. “

 

 

 

Críticas

 

As centrais sindicais criticaram ontem a decisão do Banco Central de reduzir em

,75 ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, a Força Sindical, a Contraf-CUT e UGT consideram a redução “insuficiente” e acreditam que é preciso avaliar que o mercado de trabalho tem diminuído o ímpeto de geração de empregos, ao mesmo tempo em que a indústria tem piorado seu desempenho nos últimos meses.

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