Regional

Mãe de bebê pode ter cometido crime

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) aguarda a evolução do quadro de saúde do bebê de 1

meses que teve queimaduras em 55% do corpo, anteontem à tarde, após princípio de incêndio no colchão onde ele dormia (leia mais abaixo). A mãe da criança, que não estava em casa quando o fogo começou, poderá responder por crime com dolo eventual (quando a pessoa assume o risco de provocar o resultado). Até o fechamento desta edição, o bebê permanecia internado em estado grave e corria risco de morrer.

 

De acordo com o delegado Edson Maldonado, que está respondendo pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jaú, a princípio, o boletim de ocorrência (BO) foi registrado como abandono de incapaz. “Mas vamos apurar para ver se não tem uma outra situação mais grave”, revela. 

 

“Eu estou aguardando, inclusive, a situação da criança porque, se ela falecer, já vira homicídio. Até de uma forma dolosa, porque aí o dolo é eventual. Se ela (mãe) deixou uma criança sem condições de cuidar sozinha, ela assumiu o risco de acontecer um acidente”.

 

O delegado explica que a condução dos trabalhos vai depender da evolução do quadro de saúde do bebê, do depoimento de testemunhas e do resultado dos laudos que vão apontar a extensão das lesões sofridas. “Ela (mãe) tinha dever de vigilância, ela é responsável pela criança”, diz.

 

Apesar das informações iniciais de que a criança teria tido queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em aproximadamente 8

% do corpo, ontem, a assessoria de imprensa do Hospital Estadual (HE) de Bauru declarou que o bebê estava com 55% do corpo queimado e permanecia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica.

 

 

 

Incêndio

 

Na terça-feira, por volta das 16h3

, um princípio de incêndio de causas desconhecidas atingiu dois colchões que estavam em um dos cômodos de uma residência na rua Albertino Arrielo, no Jardim Cila de Lúcio Bauab, em Jaú. Wesley Émerson Gonçalves, de 1

meses, dormia em um dos colchões.

 

No momento em que o fogo começou, não havia nenhum adulto no imóvel. Segundo a Polícia Militar (PM), ao perceber a fumaça saindo do cômodo onde o bebê estava, seu irmão de 11 anos entrou no local, retirou-o do colchão, colocou-o no quintal e pediu socorro a vizinhos.

 

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu conter as chamas. Com queimaduras pelo corpo, a criança foi levada em estado grave por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa, de onde foi transferida para o HE em Bauru.

 

De acordo com a PM, a mãe do bebê, que seria usuária de crack e não estava na casa no momento do incêndio, foi liberada para acompanhar o filho até o hospital. Ainda segundo a polícia, existem diversos boletins de ocorrência (BOs) registrados contra ela por abandono de incapaz.

 

Comentários

Comentários