Até quando vamos viver com comportamentos de dois, três mil anos atrás? Será que milênios passarão e a humanidade não tomará consciência de que o relacionamento do homem com os animais precisa mudar? Quanta ignorância! Quanta falta de sensibilidade! Quanta falta de discernimento! O que será preciso para que o homem se toque que o animal é um ser vivo como ele? De que o animal sente fome, frio, dor e até mesmo aqueles sentimentos que os "racionais" pensam que é impossível os animais irracionais sentirem. Eu e todas as pessoas que amam os animais repudiamos essa coisa que chamam de ?entretenimento?: rodeio que acontece com a único e exclusivo objetivo: dinheiro. Autoridades, por favor, pedimos em nome de quem não tem voz e nem vez nesse mundo, que são os animais: "Proíbam os rodeios". Vamos dizer "não" à crueldade contra os animais.
Vereadores, vocês estão aí porque nós os colocamos: por favor, façam um pouco daquilo que estamos pedindo. Cumpram sua obrigação de atender quem os paga. Nosso pedido é: façam alguma coisa para impedir esse tipo de atrocidade. Rodeio é uma vergonha para a cidade; é constrangedor, pois é um retrocesso cultural, histórico, moral e social. Será que vocês não enxergam isto?
Fico revoltada em saber que o meu dinheiro pago aos cofres da Prefeitura vai pagar os cachês desses chamados ?artistas? que se apresentarão para uma plateia sarcástica e mórbida aguardando o massacre dos animais para aplaudir e se divertir. É o nosso dinheiro que pagará toda a estrutura desta "Festa dos Horrores". Fico também revoltada ao saber que este jornal, o mais respeitado da nossa cidade, a rádio mais ouvida em Bauru, patrocinam esta vergonha. Também me revolta saber que temos um prefeito que se dizia empunhar a bandeira de ambientalista; um homem jovem, esclarecido, culto que, contraditoriamente, autoriza a realização de um evento nocivo a nossa sociedade e aos animais. Inúmeras cidades no país já baniram os rodeios de seus calendários e, por outro lado, várias outras têm aplicado recursos em salvar a vida dos abandonados, dos maus tratados e dos acidentados. Será que não devemos tratar todas essas questões com um pouco mais de seriedade e priorizando a saúde pública? Onde estamos? Século 21? Não aqui em Bauru.
Lílian Verge