Turismo

Páscoa no Sul - Porto Alegre - Mil faces da metrópole

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Às vésperas da Páscoa, comprar, comer e se lambuzar de chocolate já é um bom, motivo para uma visita às belas e atrativas cidades da Serra Gaúcha.

Lugares que unem a tranquilidade interiorana com o charme europeu por conta da colonização italiana e alemã.

Casas com pintura impecável, jardins sempre floridos, cheiro de cacau e de fondue de chocolate no ar. Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Bento Gonçalves (e todo o Vale do Vinhedo) são impecáveis e muito fáceis de serem atingidas.

Quem está em Porto Alegre pode, tanto na rodoviária quanto nos centros de informações turísticas ou no aeroporto contratar serviços de transfer como o da Brocker Turismo, que tem lojas em vários pontos. Ou até mesmo subir a serra de ônibus operados pela Citral (0800-99-1441). São apenas 115 quilômetros entre Porto Alegre e Gramado. Há os executivos via aeroporto e os de linha.

O único porém fica por conta dos horários noturnos. Dependendo do dia da semana, são poucas as opções a partir das 20h, inviabilizando a subida ou descida de madrugada.

A passagem custa em torno de R$ 30,00, mas como a procura é intensa, é sempre bom comprar os bilhetes com antecedência.

Há paradas em Nova Petrópolis, Igrejinha, Taquara etc ? dependendo do roteiro - ViaTaquara ou Via Nova Petrópolis.

Curtindo a cidade entre cuias e ervas

É um crime ir à Serra Gaúcha e não passar pelo menos dois dias em Porto Alegre. A metrópole do Guaíba, que é um lago imenso que chega a lembrar o mar visto do avião, do Gasômetro, da Praça da Matriz é simpática, agradável

Bah! De barbaridade!

Os porto-alegrenses têm um humor capaz de encantar visitantes ? e o município está totalmente preparado para orientar os turistas, é verdade. Não fosse a recepção calorosa, o frio da Capital mais meridional do Brasil parecida muito severo (ou de renguear cusco, como dizem por lá) aos turistas desacostumados com temperaturas abaixo de 10 graus ? marca comum no inverno do Rio Grande do Sul.

Vista o seu melhor casaco, equipe a mochila com luvas e cachecol e calce tênis confortáveis para caminhar. Comece o passeio, então, pela parte central da cidade, onde nada é muito longe ? por isso, prefira fazer a pé.

A Praça da Matriz (ou Praça Marechal Deodoro) é um bom ponto de partida. Ela beira a rua Duque de Caxias e tem belos monumentos, um deles em homenagem a Júlio de Castilhos (1860-1903), governador do Estado no fim do século 19. A praça existe desde 1773, um ano após a fundação da capital por imigrantes açorianos ? até então, era chamada de Porto dos Casais.

Mercado Central

Outra referência no centro histórico da Capital é o Mercado Público Central de Porto Alegre, no Largo Glênio Peres. Inaugurado em 1869, tem mais de cem estabelecimentos. Ali, a grande atração turística são as lojas com diversos tipos de cuia para chimarrão e uma infinidade de ervas, por R$ 3,00 o quilo.


Igreja e podeR

Porto Alegre é mais antiga do que a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, criada na década de 1820. Por essa época, em 1858, foi inaugurado o Theatro São Pedro, nas imediações da Praça da Matriz.

O São Pedro já recebeu personalidades como a atriz Cacilda Becker (1921-1969), o poeta Olavo Bilac ( 1865-1918) e o maestro Villa-Lobos (1887-1959). Passou por uma restauração na década de 1970 e hoje abriga 700 lugares ? e um lustre central de 600 quilos. Fica no Palácio Farroupilha, onde também está a Assembleia Legislativa.

Logo ali na frente, a sede do governo do Rio Grande do Sul ocupa as salas do Palácio Piratini, construído no início do século 20 no lugar do Palácio de Barro, que abriga os bastidores políticos do Estado por mais de cem anos.

Vizinha do Piratini, a Catedral Metropolitana, também na Rua Duque de Caxias foi erguida no terreno onde ficava a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Madre de Deus de Porto Alegre ? e teve suas obras estendidas de 1920 a 1970. Um aviso a quem não perde a chance de fazer seus cliques: pode ser difícil enquadrar a grandiosidade da Catedral em uma única imagem.

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