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Dona Branquinha é ?vice nacional?

Da Redação
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Denise Guimarães

Dona Branquinha só é superada por gaúcha em prêmio com 3,6 mil inscrições: incentivo 

Botucatu - A história de sucesso da Cooperativa Arte e Ofício e o trabalho desenvolvido por uma de suas fundadoras, a botucatuense Branca Lúcia Neiva de Carvalho Silva, a dona Branquinha, 84 anos, conquistaram a segunda colocação na categoria Negócios Coletivos na final nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que ocorreu anteontem, no Dia Internacional da Mulher, em Brasília.

 

A vencedora nesta categoria, que premia projetos de empreendedorismo em associações e cooperativas com geração de renda, foi a doceira gaúcha Maria Helena Lubke Jeske, presidente da Associação dos Produtores de Doces de Pelotas (RS). 

 

Dona Branquinha dividiu os troféus de prata com as empreendedoras Maronita Antunes Clemente (GO), Maria Nazaré Barbosa (PB) e Alvira Soares de Melo (MS). Na mesma categoria, levaram o bronze as empresárias Giani Marisa Borges (PR), Maria Andrade da Costa (AC) e Arlete Silva Andrade (RN). 

 

Dona Branquinha mudou-se para o distrito de Rubião Junior, em Botucatu, na década de 7

 

Ela participou ativamente de diversos movimentos sociais e colaborou com entidades filantrópicas, mas sentia que esses trabalhos ainda estavam distantes da realidade que as famílias carentes viviam. Com grupo de amigos, decidiu participar da realidade dessas famílias formando uma cooperativa. 

 

“A cooperativa promovia a transformação na vida das mulheres dessa região. Despertava talentos, gerava renda com a produção de artesanatos e costura, e transferia o meu conhecimento e a minha fé naquilo que eu acreditava ser o certo e correto: a valorização humana”, conta a empreendedora.

 

 

 

Ação e reflexão

 

Hoje, as botucatuenses estão entre as entidades que fornecem seus artigos para o projeto Caras do Brasil, uma linha de produtos sustentáveis comercializados pela rede Pão de Açúcar. “Nunca me vi como empresária, mas ser uma das finalistas do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios me fez refletir e hoje me considero uma empreendedora”.

 

 

 

Novidade

 

O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, destacou que mais de 16 mil mulheres já participaram do prêmio, que existe há oito anos. “É um verdadeiro desafio eleger as melhores histórias”. 

 

A final foi disputada por 4

empreendedoras, que ganharam as etapas estaduais, como é o caso de Branquinha. Nesta oitava edição, foram registradas 3,6 mil inscrições em todo o país. 

 

Durante o evento, foi firmado convênio de cooperação para incentivar a autonomia das mulheres no mercado. O documento foi assinado por Barretto e pela subsecretária de Planejamento e Gestão da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República, Maria do Carmo Goudinho.

 

Na solenidade, também foi lançada a edição 2

12 do prêmio. A novidade é que o Sebrae vai premiar as empreendedoras que atuam por conta própria e têm faturamento de até R$ 6

mil por ano.

 

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