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Supermercados fecham cerco contra mercadorias vencidas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 4 min

Na correria do dia a dia, você já pensou como seria ir às compras e não precisar se preocupar com a possibilidade de levar para casa um produto vencido? É exatamente esta uma das principais questões levantadas por supermercadistas durante um dos maiores congressos e feira de negócios em supermercados na América Latina. 

 

“Em breve, os produtos fracionados comercializados pelos supermercados terão a data de validade no código de barras. Caso o produto esteja vencido, a venda será barrada no caixa”, adianta o presidente da Associação Paulista dos Supermercados (Apas), João Galassi, em entrevista concedida à imprensa na manhã de ontem, em Bauru.

 

A mudança ainda não tem um prazo estipulado para acontecer, mas Apas pretende que implantação ocorra ainda ao longo deste ano. “Hoje, os supermercados ainda funcionam de modo manual. Se algum funcionário falha em algum momento do processo, como ao verificar a validade do produto ofertado, corremos o risco de comercializar um alimento vencido”, ressalta Galassi.

 

Segundo ele, um acordo entre a Fundação Procon de São Paulo e os supermercadistas, feito no ano passado, garantiu que os produtos vencidos encontrados pelo consumidor no supermercado deveriam ser fornecidos gratuitamente com a data correta. Outra solução apontada era a substituição do item por outro de mesma notoriedade e valor.

 

 

 

Erros em preços

 

A eficiência no processo de comercialização e a diminuição dos riscos de erros em relação ao preço dos produtos também se destacam entre os principais temas discutidos pela associação durante o congresso que será realizado em maio (leia mais abaixo).

 

Para Galassi, a ideia das ações é mostrar para a sociedade que o supermercado assim como qualquer indústria submetida a situações controladas pode apresentar variáveis, principalmente por ser um local de intensa circulação. 

 

“Qualquer indústria possui uma variável referente ao desvio de padrão, que é a diferença entre os defeitos e acertos do produto. Imagine um supermercado, onde não temos nenhum controle do ambiente e convivemos com circulação de funcionários e clientes o dia todo”, enfatiza o presidente da Apas.

 

Em relação a erros nos preços de produtos, que conforme a própria Apas confirma ainda ocorre em alguns estabelecimentos no momento de passar as compras no caixa, a implantação de uma etiqueta eletrônica resolveria o problema. A ideia está em estudo pela associação em parceria com o governo federal, mas já começa a apresentar alguns sinais positivos. “Essa tecnologia ainda não é produzida no Brasil, mas pretendemos trazê-la para cá em breve”, completou Galassi.

 

 

 

Visitas técnicas

 

Para que a implantação das novas tecnologias e processos de trabalho ocorra, a Apas investe nas chamadas visitas técnicas. Com um total de 154 lojas filiadas em 47 cidades de todo o Estado, a associação incentiva os pequenos e grandes supermercadistas a visitarem redes internacionais de supermercados para buscar uma atualização no modelo de gestão.

 

Paralelamente a esses trabalhos, a Apas realizará neste ano a 28ª edição do Congresso e Feira de Negócios em Supermercados. Entre os dias 7 e 1

de maio no Expo Center, em São Paulo, supermercadistas de vários países, poder público, indústrias e consumidores deverão reunir-se para ampliar suas parcerias e garantir a evolução estratégica dos negócios. O tema da feira será ‘Colaboração- Inteligência compartilhada criando valor para o consumidor’.

 

O evento, que aconteceu em 2

11, discutiu o tema Inovações e resultou na implantação de novas tecnologias nos supermercados, como a inclusão da data de validade no código de barras dos produtos.

 

 

 

Sacolas reutilizáveis terão ciclo sustentável

 

Em visita a Bauru, o presidente da Associação Paulista dos Supermercados (Apas), João Galassi, informou que está trabalhando em parceria com a fábrica da Coca-Cola para criar um modelo de indústria que garanta um ciclo sustentável das sacolas reutilizáveis.

 

A medida faz vista à política nacional e estadual de resíduos sólidos, onde a chamada logística reversa estabelece que a indústria seja responsável pelo recolhimento das embalagens de seus produtos depois de consumidos. Até 2

14, o País deverá se adequar para que sejam destinados aos aterros sanitários somente os rejeitos que não puderem ser reaproveitados.

 

A ideia da parceria consiste em trabalhar na produção das sacolas reutilizáveis a base de garrafas pet. Com a gestão da Coca-Cola, uma fábrica montada especialmente para este tipo de confecção compraria o material dos catadores de recicláveis para destinar a matéria prima as Organização Não Governamentais (ONGs), que realizariam a confecção.

 

Após a produção, as sacolas seriam repassadas à Apas para serem vendidas nos supermercados, sendo o lucro total do negócio revertido às entidades assistenciais. Com o desgaste, o consumidor poderia entregar a sacola de volta aos supermercados onde deverá ser reciclada novamente. 

 

“Essa é apenas mais uma alternativa em relação às sacolas reutilizáveis. O ideal é que os consumidores comecem a aproveitar tudo o que tenham em casa para confeccionar sua própria sacola. Queremos que as pessoas vejam que existem outras possibilidades mais sustentáveis à sua volta, que não as sacolinhas plásticas. E que isso tudo depende apenas de mudança no nosso próprio hábito de consumo”, finaliza o presidente da Apas.

 

No dia 15 de março, os clientes que realizarem compras acima de cinco itens levarão gratuitamente para casa uma sacola reutilizável. A campanha vale apenas para os estabelecimentos associados à Apas.  

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