Diretora da Divisão Administrativa do DAE, à qual está subordinado o setor de compras, Janete Ramos, afirmou ao Jornal da Cidade que, após o registro de preços, cada produto foi avaliado individualmente e nenhum foi comprado com valores acima dos praticados pelo mercado. “Temos como provar que isso não aconteceu”, afirmou.
No entanto, ela explica que, mesmo sem fazer os pedidos de produtos, a ata de registro de preços precisa ser publicada sem alterações no Diário Oficial de Bauru (DOB) a cada três meses.
Janete já ocupava o cargo à época do processo de licitação, quando André Andreoli respondia pela presidência da autarquia. No entanto, Adriana Aparecida Dias de Oliveira perdeu o cargo de diretora do Serviço de Compras do DAE, ocupado agora por Hilda Cardoso da Silva.
O atual presidente da autarquia, Fábio Lara, foi procurado pela reportagem do Jornal da Cidade. No entanto, seu telefone celular estava na caixa postal.
O caso do leite
Após a denúncia do Jornal da Cidade de que o DAE poderia comprar o litro de leite integral por R$ 3,13 e o de leite desnatado por R$ 3,38, a autarquia decidiu negociar o preço junto ao fornecedor para que chegasse, ao menos, até o valor informado pela mesma empresa no processo de pesquisa de mercado: R$ 2,4
.
À época da reportagem, foi constatado que supermercados vendiam o mesmo leite, da marca Shefa, por R$ 2,
9. Além disso, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) comprava o litro do alimento por R$ 1,53.
Em janeiro de 2
12, porém, o JC noticiou uma nova licitação para a aquisição de leite, pelo preço de R$ 1,28 por litro. A empresa vencedora foi a AMC Laticínio.
Sucateamento
A diretora do Sinserm, Idelma Corral, adiantou ao promotor Fernando Masseli Helene, na tarde de ontem, que a entidade deve, em breve, entregar representação com denúncias de sucateamento do DAE. Em 2
1
, o sindicato tomou a iniciativa junto à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal. O processo, no entanto, foi arquivado pelo Legislativo.