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Ato define paralisação em escolas


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Precarização do ensino e melhores condições de trabalho. Ontem pela manhã, dezenas de professores e entidades bauruenses marcaram presença em uma mobilização realizada na Praça Rui Barbosa para protestar os direitos da categoria. Organizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o movimento faz parte de uma ação para mostrar a adesão dos professores à greve nacional das escolas estaduais, que acontecerá na próxima semana.

 

A paralização, que deve ocorrer entre os dias 14 a 16 de março, é resultado de um conjunto de ações organizadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para pressionar o Estado a implantar a jornada do piso salarial. Essa jornada incluiria 1/3 do tempo de trabalho dos educadores destinado às atividades extraclasse, como correções e preparo.

 

Em Bauru, segundo a diretora estadual da Apeoesp, Suzi Silva, uma quantidade mínima de 7

professores já aderiu ao movimento. O número deverá crescer entre os próximos dias. 

 

 “Há muito tempo o governo não repõem nossas perdas salariais de acordo com a inflação, acumulando, hoje, quase 37% de defasagem. Para uma jornada de 24 horas trabalhas ganhamos um piso de R$ 1.

2

,

. O piso ideal seria de R$ 1.8

na educação básica. Estado de São Paulo é o mais rico da federação e isso é uma vergonha”, ressalta a diretora estadual da Apeoesp.

 

Além da participação na greve nacional, o sindicato faz um chamado para que os professores participem também de uma assembleia que acontecerá em São Paulo no próximo sábado.

 

 Sobre o evento, a diretora estadual do sindicato afirma que se não houver resposta do governo em relação aos pedidos da categoria, a intenção é de que a greve se estenda no território paulista após o dia 16.

 

Apesar da paralisação, as escolas não ficarão fechadas, mas poderão apresentar consequentes falta de educadores. 

 

‘Ensino do filho da dona de casa depende de nós’

 

Professor de educação física da Escola Estadual Ada Cariane, localizada no Mary Dota, Alberto de Carvalho, ressalta que a reivindicação deveria estender-se a toda população. “A qualidade do ensino do filho da dona de casa depende de nós. Os pais dos alunos deveriam se preocupar com a situação da educação no país e nos ajudar na mobilização”, completa. 

 

O vereador Roque Ferreira (PT) esteve presente na mobilização dos professores na praça Rui Barbosa ontem. Para ele, a situação é problemática e requer atenção de toda a sociedade.

 

“A qualidade do ensino depende das condições de trabalho dos professores. O professor, hoje, não consegue comprar um livro com o salário que ganha e isso é muito triste”, reforça Roque. 

 

Segundo o vereador, cerca de 125 mil trabalhadores ligados à educação, atualmente, estariam trabalhando em condições precárias em todo o Estado. O governo, contudo, afirma investir no setor, considerado “estratégico” para o desenvolvimento. 

 

Abono de ponto

 

De acordo com Suzi Silva, ao prever a possibilidade da mobilização, o governo do Estado teria cortado o abono dos professores, evitando que as reuniões acontecessem. 

A cada dois meses, dois professore de cada escola se reúnem durante um dia, sem ter o desconto da falta no salário, para discutirem assuntos e resolverem questões da educação. 

 “Do dia 6 o abono foi transferido para o dia 2

. Isso foi feito para dificultar as discussões entre os professores antes da paralização nacional. Essa situação justifica a mobilização de hoje (ontem)”, informa. 

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