As comunidades de Borebi, Uru, Fernão e Presidente Alves estão mobilizadas permanentemente contra o avanço das drogas. Os crimes corriqueiros são brigas e furtos.
O delegado seccional de Bauru, Marcos Mourão, revela que preocupa a chegada das drogas nos pequenos municípios. “Ainda não tem um efeito sobre a violência nessas cidades”, ressalta.
Mourão avalia que a comunidade de Presidente Alves se caracteriza por um perfil mais tradicional pelo fato da cidade ser mais antiga. Já Borebi, o delegado seccional avalia que ainda não houve tempo para o enraizamento, já que a emancipação é da década de 9
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O último homicídio em Borebi ocorreu em maio de 2
7, mas fora da área urbana. Três adolescentes mataram uma moradora de 17 anos com tiros de espingarda cartucheira em uma propriedade rural. Mourão acrescenta que a motivação para o crime não ficou bem esclarecida, porém os adolescentes cumprem medida socioeducativa.
Neste ano ocorreram cinco lesões corporais e sete furtos e foram registradas 44 ocorrências nos dois primeiros meses. A maioria dos fatos não tem relação com crimes. Em Presidente Alves, o último homicídio foi em 1996. Um homem foi morto com tiros de revolver 38 após um desentendimento com outra pessoa. Em janeiro e fevereiro, foram registrados 31 boletins de ocorrência, com apenas duas lesões corporais.
Uru
O município de Uru integra o grupo de cidades do Estado que não registram homicídios há pelo menos 11 anos. O delegado Seccional de Lins, Luiz Roberto Saud Bertozzo, alerta para o problema com as drogas lícitas, em especial com o álcool. “A falta de lazer acaba sendo o bar. E isso é um fator para gerar violência”, destaca.
O delegado seccional define que, quanto menor o município melhor a infraestrutura, com bons atendimentos no setor da saúde, lazer e educação. Para Bertozzo, as boas condições de atendimento nas cidades pequenas minimizam o problema com o alcoolismo. Além de Uru, integram a Seccional de Lins outros nove municípios.
Fernão
O delegado seccional de Marília, Fernando Luís Quinteiro de Souza, responsável por Fernão, avalia que a pequena ocorrência de crimes se deve a um corpo a corpo das polícias.
Ele explica que quando ocorre uma ameaça, as partes são intimadas e o problema é amenizado com as pessoas desistindo pela antecipação das polícias ao fato. Souza comanda uma Seccional responsável por 15 municípios.
Tem jovem que não troca cidade pequena
Cidades pequenas são vistas com certa desconfiança por quem está adaptado ao estresse de grandes centros urbanos. O sossego pode incomodar quem vem de fora. Jaqueline de França, 27 anos, revela que não troca o município de Fernão por Jundiaí, cidade aonde nasceu.
“Não voltaria a morar lá”, afirma. Ela argumenta que quando vai visitar familiares em Jundiaí perde a sensação de segurança. Jaqueline é chefe de sessão na Prefeitura de Fernão, município com população estimada em 1.299 habitantes. A moradora destaca que não vivencia os problemas típicos de grandes cidades. “Vivemos menos tensos”.
Nascida em Uru, Lucile Pereira da Silva, 33 anos, comemora o fato de poder dormir com a janela aberta. No entanto, comenta que a falta de emprego provoca a evasão, principalmente, dos jovens atraídos por oportunidades de emprego. Ela trabalha há seis anos na Casa da Agricultura de Uru, município que possui cerca de 1.251 habitantes.