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Associação em BH é suspeita de cobrar pelo Minha Casa, Minha Vida

Paulo Peixoto
| Tempo de leitura: 2 min

Belo Horizonte - A Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte), órgão da prefeitura, vai abrir sindicância para averiguar supostas irregularidades praticadas por associação comunitária em nome do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

 

A associação é suspeita de cobrar pela inscrição no programa do governo federal e também mensalidades de R$ 1

para que as inscrições de interessados permanecessem ativas.

 

Além de o programa habitacional do governo federal ser totalmente gratuito, não há inscrição aberta em Belo Horizonte no momento. 

 

Na capital mineira, o prazo vigorou entre março e junho de 2

9. Foram inscritas cerca de 2

mil pessoas.

 

A suspeita de cobrança irregular foi revelada pela TV Globo. A Urbel informou ontem que a associação será excluída do cadastro da prefeitura caso as suspeitas sejam comprovadas.

 

Segundo o órgão, pessoas eventualmente lesadas devem acionar a polícia, e não a prefeitura.

 

O Núcleo dos Sem Moradia da Associação Comunitária do Bairro Vila Clóris (região norte da cidade) é um dos 18

núcleos cadastrados na Urbel.

 

Na fase de recebimento das inscrições, em 2

9, todos os núcleos puderam receber inscrições, que encaminharam à prefeitura.

 

A associação do Vila Clóris, com cerca de 8

participantes, inscreveu na ocasião 133 pessoas da faixa de até R$ 1.6

de renda familiar.

 

Se a entidade vier a ser excluída do cadastro da prefeitura, as inscrições dessas 133 pessoas serão mantidas. Registros efetuados fora do prazo não valem.

 

 

Critérios

 

Há critérios municipais e do governo federal para a seleção dos inscritos que irão para o sorteio das casas, que são financiadas. Os critérios federais são: mulheres chefes de família, portadores de necessidades especiais e moradores de área de risco.

 

Os critérios da Prefeitura de BH são: moradores de áreas de risco, com mais tempo de espera nos cadastros das políticas habitacionais da cidade e, com peso menor, vinculados a alguns dos 18

núcleos - que reúnem cerca de 17 mil pessoas.

 

Outro lado

 

Ninguém no núcleo do Vila Clóris foi encontrado pela manhã e começo da tarde de ontem. Procurada pela reportagem, a responsável pelo núcleo, Doracília Araújo, não atendeu o celular.

 

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