Internacional

Egito acredita em cessar-fogo em Gaza

Folhapress
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Desde o início da nova escalada de violência, o governo egípcio tenta negociar uma trégua entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza, mas não está diretamente envolvido no atual confronto.

 

Segundo o embaixador egípcio nos territórios palestinos, Yasser Othman, o cessar-fogo entre as partes poderá entrar em vigor ainda hoje.

 

A maioria dos mortos em Gaza pertencia a grupos radicais como o Jihad Islâmico, que tentava disparar foguetes contra Israel. Mas entre as vítimas do conflito foram identificados até pelo menos três civis.

 

 

 

Mais dois mortos

 

Ontem dois militantes palestinos morreram em mais um bombardeio aéreo do Exército de Israel à faixa de Gaza.

 

De acordo com fontes dos serviços de emergência, os dois foram atingidos no bairro de Sayaihe, a leste da cidade de Gaza. A agência local palestina Maan identificou a ambos como membros das Brigadas Al Quds, braço armado do grupo radical Jihad Islâmica, que é um dos grupos responsáveis pelo lançamento de foguetes ao sul de Israel.

 

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que estava extremamente preocupado com a violência entre Israel e os palestinos na faixa de Gaza.“Estou seriamente preocupado com a última escalada (de violência) entre Gaza e Israel e mais uma vez civis estão pagando um preço terrível”.Ele afirmou que ataques com foguetes contra civis israelenses eram “inaceitáveis” e exigiu que Israel “exerça a máxima contenção”.

 

A violência deflagrada na sexta-feira segue um padrão conhecido, em que militantes lançam foguetes e Israel realiza ataques aéreos no enclave controlado pelo Hamas. O derramamento de sangue, porém, normalmente termina após alguns dias com uma trégua informal.

 

 

 

Depende de Israel

 

É possível que haja uma trégua em breve nas hostilidades fronteiriças entre Israel e palestinos na Faixa de Gaza, mas a demora para isso depende de Israel, disse uma autoridade sênior do Hamas ontem.

 

“Eu espero que as coisas se acalmem”, afirmou Mahmoud Al-Zahar à reportagem no Cairo. “As declarações vindas deles (Israel) em público ou por meio de mediadores, especialmente o Egito, afirmam que eles não querem um aumento (dos confrontos).”

 

Questionado sobre quanto tempo isso vai demorar, Zahar disse que não sabia, mas que dependeria de Israel, a quem ele culpa por causar a mais recente rodada de violência ao matar líderes militantes palestinos na sexta-feira.

 

Ontem foi o quarto dia de ataques nos quais 23 palestinos, a maior parte deles atiradores, morreram.

 

“O Hamas não tomou nenhuma decisão agora de aumentar (a violência). Está tentando com as facções palestinas e o restante das partes chegar a uma trégua condicional, uma trégua sob condição de que o inimigo israelense pare com a agressão e prometa que os ataques não vão acontecer novamente”, afirmou ele, referindo-se ao assassinato de militantes por Israel.

 

Na sexta-feira, Israel matou dois líderes militantes em território comandado pelo Hamas.

 

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