Tribuna do Leitor

RUAS COM MESMO NOME CAUSAM CONFUSÃO


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Muito oportuna a reportagem sobre o tema acima (JC nos Bairros de domingo). Há anos tento, sem sucesso, reverter essa situação. Na Vila Antarctica, os nomes de ruas são atribuídos a povos indígenas e esse é um bairro muito antigo de nossa cidade. No entanto, Xavantes foi o nome atribuído a uma das ruas de um bairro em desenvolvimento chamado Jardim Santa Cândida. Já tive vários contratempos em função disso. Correspondências extraviadas, entregas de mercadorias devolvidas e outros dissabores. Já tive caminhões de entrega descarregando mercadorias grandes como sofás, geladeiras e fogões em minha residência que não me pertenciam e sabe Deus quantas coisas já se perderam nessa confusão. Quando pedimos uma pizza ou qualquer outro serviço temos que dar umas duas ou três referências porque senão as entregas vão pro endereço do Jardim Santa Cândida e, pasmem, este bairro está muito, mas muito longe da Vila Antarctica.

Na época em que recorri aos Correios, à Prefeitura e até a alguns vereadores, recebi como resposta que havia mais de 42 logradouros nesta condição e como explicou de forma cômoda a sra. Elisa Segatto Ferreira, "optamos por não mexer". Muito fácil esta decisão. Se nem no nome de rua querem mexer, imagina o que fazem com recuperação de vias públicas, asfalto, colocação de semáforos e por aí afora... Quem ou o que motivou essa "decisão"? Nas cartas que enviei mandei sugestão de pelo menos 100 nomes de ruas que de forma aleatória separei e com certeza não teriam pares.

Infelizmente minhas sugestões não foram acatadas e continuamos sofrendo incômodos por esse motivo. Já recebi cartões de crédito, talões de cheques, correspondências importantes e, como sou responsável, em todas as vezes alterei o bairro para Jardim Santa Cândida e devolvi ao carteiro, porém, nunca recebi de volta uma correspondência nestas condições. Isto indica que se minhas correspondências forem para o Jardim Santa Cândida, com certeza terão destino incerto e não sabido, gerando prejuízos sem medida.

E aí, responsáveis? Como fica isso? Sou funcionária pública aposentada e posso, se quiserem, contribuir de forma efetiva para a solução desse problema. Que tal? Hoje com a informatização isso é um trabalho bem facilitado com certeza. Sei que existem muitas implicações, mas nada que um serviço bem feito, com boa vontade, não possa ser realizado. Afinal, tem muita gente inchando a máquina pública sem se mexer... Vamos fazer jus ao cargo e exercer de forma responsável o que está proposto em suas funções e exercitar cidadania. Que tal? Quem sabe agora minhas esperanças possam ser renovadas? Sugiro que todas as pessoas prejudicadas com essa arbitrariedade se unam para reivindicar providências.

Odete L. Rodrigues

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