Washington - O Departamento de Estado americano classificou como “ridículas” as eleições parlamentares convocadas pelo ditador da Síria, Bashar al Assad, ontem. A instituição ainda pediu o fim da repressão para que possa ter início um diálogo político.
“Celebrar eleições rotineiras para um parlamento sem questionamento algum, em meio à violência que estamos vendo no país, é ridículo”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.
A representante americana disse que é preciso promover o fim da violência como o primeiro passo. Ela também relatou que os Estados Unidos possuem informações de que o regime sírio teria instalado minas terrestres nas rotas de escape usadas pelos refugiados para ir às fronteiras de Turquia e Líbano.
“A questão número um é acabar com a violência. Se podemos fazer isso por um dia, uma semana ou um mês, podemos começar com o passo seguinte que é o fornecimento de ajuda humanitária, mas também oferecer espaço para um diálogo político que leve a um processo de transição real.”
Nuland ainda disse que a secretária de Estado, Hillary Clinton, mantém contatos diários com o enviado especial da ONU (Organização das Nações Unidas), o ex-secretário-geral Kofi Annan, para monitorar a situação no país árabe.
A porta-voz também anunciou que os Estados Unidos recusaram a proposta russa que convence Damasco a permitir a entrada de observadores internacionais, caso haja fim da violência do regime quanto dos rebeldes.
ONU aponta 23 mil refugiados
Damasco - Dois organismos das Nações Unidas, em levantamentos separados, descreveram um quadro sombrio da violência, após 11 meses de insurgência contra o regime do ditar Bashar Assad.
O Alto Comissariado das Nações Unidas indicou que 3
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pessoas já fugiram para a Turquia, Líbano e Jordânia, com a migração de centenas diariamente, em meio à onda de violência que já matou mais de 7.5
em cerca de um ano, segundo os grupos de oposição e a própria ONU. De acordo com o Crescente Vermelho (representação da Cruz Vermelha), outros 2
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já fizeram migrações internas, fugindo de localidades como Homs, enclave rebelde sob pesado ataque das forças de repressão do regime sírio.
E a Unicef denunciou o assassinato de crianças e mulheres no massacre de domingo em Homs, na região central.Em um comunicado emitido ontem, o organismo destacou que, entre os cadáveres encontrados no bairro de Karm el Zaitun (local do massacre) foram encontrados restos mortais de crianças, alguns deles degolados e com marcas de tortura.