Política

Nome de Rodrigo é coberto, mas faixas ainda estão lá


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As polêmicas faixas de agradecimento ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) por contas da entrega da avenida Mário Mattosinhos, na zona sul de Bauru, estavam diferentes na tarde de ontem. Elas continuavam nos alambrados da avenida Getúlio Vargas, mas com o nome do chefe do Executivo coberto por tinta.

 

Em duas delas, uma faixa preta com traços brancos ao meio, fazendo referências a uma pista, foi sobreposta ao nome Rodrigo Agostinho. Em outra, era uma faixa de tinta verde que omitia a identidade do prefeito.

 

A colocação das faixas na avenida Getúlio Vargas foi noticiada pelo Jornal da Cidade na edição de sábado e Rodrigo negou a autoria ou o conhecimento de quem foi responsável pela fixação do material.

 

Na tarde de ontem, questionado sobre as alterações nas faixas, Agostinho foi enfático ao dizer que havia ordenado anteontem que a prefeitura retirasse o material, duramente criticado na sessão legislativa da última segunda-feira por José Roberto Segalla (DEM).

 

“Não foi motivado pelas críticas que eu mandei que retirassem. As faixas estavam em logradouro público e isso é proibido. Além disso, eu não gosto desse tipo de prática e não é meu perfil fazer esse tipo de coisa”, pontuou.

 

Apesar disso, as faixas continuavam expostas pelo menos até as 17h de ontem, como mostra foto ao lado. O prefeito aproveitou a oportunidade para lembrar que faixas foram colocadas na recepção do governador Geraldo Alckmin, inclusive pelo vereador Marcelo Borges (PSDB), e também ressaltou que materiais com o nome do vereador Gilberto dos Santos (PSDB) também estavam expostos na Festa do Peão do Mary Dota.

 

“É preciso lembrar que nem inauguração eu fiz daquela avenida na zona Sul, apenas mandei liberarem para o trânsito. Aquelas faixas foram de autoria de pessoas ou empresários que se sentiram beneficiados pela inauguração dela”, afirmou.

 

Na última segunda-feira, Segalla afirmou que levaria o caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE). O parlamentar lembrou que,se as faixas tivessem sido confeccionadas a mando do prefeito ou da administração, poderiam ser caracterizados proselitismo em causa própria e antecipação de campanha eleitoral.

 

O demista, porém, ressaltou que era obrigação do prefeito ordenar a retirada imediata das faixas, até mesmo pelo descumprimento da lei com a colocação desse tipo de material em logradouros públicos. Segalla afirmou que Rodrigo estava sendo conivente com o que chamou de ‘ostensiva publicidade’.

 

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