São Paulo - Docentes de pelo menos 13 Estados paralisaram suas atividades ontem reivindicando o cumprimento do piso salarial nacional (R$ 1.451,
), melhorias na carreira e mais investimentos em educação.
A greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e deve durar até amanhã. Alguns Estados e municípios, porém, podem estender a paralisação.
Houve greve ontem em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Pará, Piauí, Roraima, Rio Grande do Norte, Goiás, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão. Nesses cinco últimos Estados, a estimativa dos sindicatos é de que 2,8 milhões de alunos tenham ficado sem aulas.
Em Alagoas, a Secretaria de Educação adiou o início do ano letivo devido à expectativa da greve e, por isso, também não houve aulas na rede estadual.
Hoje, os professores de Santa Catarina e Paraná também podem parar. Depois de amanhã é a vez do Acre.
Segundo a Secretaria da Educação do RS, no Estado, que tem o menor piso salarial do País (R$ 791,
), paralisaram totalmente as atividades 27% das 2.5
escolas da rede estadual. Outras 24% pararam parcialmente. O sindicato estadual dos professores estimou a adesão em 8
%.
Em Minas Gerais, professores das redes estadual e municipal de Belo Horizonte aderiram à greve nacional e não descartam ampliar o movimento.
O governo informou que, das 3.779 escolas estaduais, 3
pararam totalmente e 212, parcialmente.
Na rede municipal em BH, a adesão, segundo o sindicato da categoria, foi de 75%. A prefeitura disse que, das 176 escolas, 17 pararam totalmente e 169 funcionaram ao menos parcialmente.
Em Curitiba, os professores da rede municipal entraram em greve ontem por tempo indeterminado para exigir reajuste salarial. A greve não está vinculada à paralisação nacional.
Em SP, apenas quatro escolas pararam integralmente, segundo a Apeoesp (sindicato dos professores).
De acordo com a CNTE, a paralisação tem o objetivo de pressionar os Estados a garantir o cumprimento do piso salarial nacional.
Alguns governos, no entanto, alegam que não têm condições de pôr em prática a medida - o valor foi reajustado em 22,22% em relação ao ano passado.