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O glamour dos anos 20


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O perfume de uma das décadas mais revolucionárias para a moda está no ar. A época das divas glamourosas, do auge de Coco Chanel e o pós-Primeira Guerra Mundial, insiste em ressurgir nas vitrines. Se nas últimas temporadas das semanas de moda grifes como a francesa Ralph Lauren e a carioca Animale trouxeram referências dos anos 1920 às passarelas, foi o cinema que despertou desejo pelo visual glamouroso daquele tempo

Para a consultora de moda Manu Carvalho, a estética desse período é sempre um desejo. "É uma das décadas mais adoradas pela moda. Basta um peteleco para pegar", diz. Neste caso, o Oscar de melhor filme concedido para "O Artista", longa em preto e branco ambientado em 1920, na semana passada, é mais que uma inspiração para atualizar o closet com peças ícones que ajudaram a imortalizar a imagem de divas da época, como Joan Crawford, Greta Garbo e Gloria Swanson.

O espírito da mulher livre dos espartilhos na década de 20 tinha como referência de sensualidade os seios pequenos e as poucas curvas. Mas materializavam, como nenhuma outra, o desejo por sofisticação. Vestidos com cintura baixa, silhueta livre, decote nas costas, comprimento mídi, franjas, pérolas, preto, bege e nude, mistura de dourado e prata, brilho, plissados e veludo são elementos obrigatórios para quem quer atualizar o visual 2012 com a moda anos 1920.

COMO USAR
A moda da década de 20, reforça Manu Carvalho, agrada muito às brasileiras. "Talvez pelo período de transformações, de pós-guerra, essa década é muito alegre, leve, feminina e sensual", explica ela. No entanto, alerta a consultora de imagem Marcele Goes, alguns elementos devem ser usados com cautela para não alterar a silhueta negativamente. "A forma das roupas dessa década favorece mais a mulher de silhueta retangular. Os outros biotipos devem usá-las com mais cautela", diz.

A cintura baixa e o comprimento mídi, no meio da batata da perna, por exemplo, são uma combinação que pode achatar. "Ao invés do comprimento autenticamente mídi, use-o até o fim do joelho.

Dá a sensação de comprimento, mas não achata tanto", aconselha Marcele. No caso das franjas e tecidos plissados, que aumentam a região onde estão, a consultora indica apostar em materiais leves e fluidos. Outra dica de incorporar a tendência é apostar em acessórios poderosos e com brilho: casquetes, broches, bolsas carteira, braceletes enormes e pérolas.

Quer mais inspiração para mergulhar nesse revival? Reveja o belo longa "Meia-Noite em Paris" (vencedor do Oscar de roteiro original), de Woody Allen, ou aguarde mais um pouco pela chegada de "O Grande Gatsby", remake da obra de F. Scott Fitzgerald, no segundo semestre. Se depender do cinema, a moda, definitivamente, vai ser repleta de saudosismo.


Diva da beleza

Quando jovem, Joan Crawford (1905-1977), famosa pelo filme "Pretty Ladies" (1925), retratava a beleza da época: pele alva, cabelo ondulado, sobrancelha arqueada, boca carmim desenhada como um coração.

Moderna, mas com o pé nos anos 20

Os sapatos da época eram mais baixos e tipo boneca. Sandálias com a tira de abotoar no peito do pé, assim como os sapatos com cadarço também são elementos de 1920. "O salto mais baixo não dá muita sensação de alongamento, por isso é importante atentar-se aos comprimentos que precisam ser bem na linha do joelho para compensar. Abaixo, forma uma combinação que achata", alerta a consultora de imagem Marcele Goes. Uma opção de revisitar a época com modernidade é apostar num modelo Oxford. Antes masculino, o sapato já faz parte do guarda-roupa feminino em releituras diversas, totalmente baixo ou altíssimo, por exemplo

No cinema

"O Artista", de Michel Hazanavicius, ganhador do Oscar 2012, resgata o que havia de mais sedutor na estética da década que mudou a moda e ditou comportamento. O filme conta a história de George Valentin (Jean Dujardin), que teme a chegada do cinema falado e se apaixona pela dançarina Peppy Miller (Bérénice Bejo)

Midi, cintura baixa, plissado e franjas!

Os looks atuais que resgatam o glamour dos anos 1920 voltam com a mesma leveza da época, as cores clássicas, como preto, mistura de prata e dourado, e tons pastel e nude. A cintura baixa, o comprimento mídi, além de franjas e costas abertas, para compensar o recato do comprimento mais longo e frentes mais fechadas, são outros ícones do visual das divas glamourosas daqueles tempos. Para compor o look, cuidado com as proporções. "O comprimento no meio da batata da perna só beneficia as mulheres altas. Mas as baixinhas podem investir no comprimento até o fim do ossinho do joelho, que confere cara de saia mídi, mas sem achatar a silhueta", explica a consultora Marcele Goes. "E cintura baixa que menos altera a proporção é aquela mais próxima ao ossinho da bacia e sem marcar", ensina.

Acessórios poderosos

Os acessórios da época eram poderosos, não necessariamente em tamanho, mas em qualidade e destaque. Aposte em broches com aplicações de pedraria, colares longos de pérola, braceletes de metal, casquetes com plumas. Arremate com uma clutch delicada. As peças ricas compensam o look minimalista. Então, escolha roupas de linhas simples e pese com um acessório extravagante. A dica vale também para quem adotar o chapéu estilo cloche, como o desfilado pela grife Ralph Lauren, o mais usado da época. O modelo arredondado e que cobre quase toda a cabeça era o preferido das mulheres adeptas dos cabelos curtos - outro hit 1920.

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