São Paulo - Emprego, apartamento próprio em Curitiba, casamento e um filho de 2 anos não bastavam para a paulistana Carina Geremias Vendramini, 25 anos - ela queria “adrenalina”, diz a polícia.
Escondida do marido e dos amigos, viajava de avião para São Paulo, onde se transformava, segundo investigadores, em uma das “Bonnies” da agora famosa “Gangue das Loiras”, um grupo de mulheres responsável por uma série de sequestros relâmpagos.
A mulher e mãe zelosa, de voz doce, transformava-se numa violenta criminosa, de arma em punho e linguajar chulo na boca, dizem policiais.
O nome “Bonnie” é referência à mulher do casal de ladrões dos EUA, na década de 3
, que teve sua história imortalizada pelo filme “Bonnie e Clyde”. Na “Gangue das Loiras”, todas eram chamadas assim e Wagner Gonçalves, único homem suspeito de integrar o grupo, era “Clyde”.
“O caso dela (Carina) é para ser estudado pela criminologia. Essa mulher deixava sua vida confortável em Curitiba para vir cometer crimes em São Paulo. Para ela, era uma aventura, pura adrenalina”, disse o delegado Alberto Pereira Matheus Júnior.
De acordo com a polícia, a “Gangue das Loiras” pode estar envolvida em cerca de 5
crimes desde 2
8. A maioria utilizando de violência.
Carina foi presa em seu apartamento no dia 9, em Curitiba. A prisão ocorreu na frente do marido e do filho. “O marido não acreditava. E até agora não acredita. Pensa que estão confundindo do com a irmã dela, a Vanessa”, disse o delegado responsável.
A irmã é suspeita de integrar a gangue e está foragida.
De acordo com os investigadores, Carina chegou a ser presa em 2
8 por suspeita de roubo à residência. Após ser absolvida, foi mandada pela família à Nova Zelândia.
Lá, conheceu o atual companheiro que estudava naquele país. Após um período de namoro, ela engravidou e ambos voltaram para o Brasil para morar em Curitiba.