Polícia

Assaltante agride vítima, joga líquido inflamável sobre ela e rouba R$ 417,00

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Dez minutos de terror e vida “por um fio”. Foram essas as palavras usadas pela vítima K.C.E.M., 3

anos, ao descrever o momento que passou nas mãos de um assaltante na tarde da última segunda-feira, em Bauru. Segundo ela, o ladrão conseguiu entrar na empresa onde trabalha junto com o marido J.L.A., 37 anos, vestido como carteiro e roubou R$ 417,

.

 

Era por volta das 17h3

quando o marido de K. saiu da empresa, no Altos da Cidade, e foi até uma padaria nas proximidades. Logo depois, o interfone tocou.

 

“Nós trabalhamos de portas fechadas, então abrimos as portas para os clientes através do interfone. Segundos depois que eu marido saiu, tocou o interfone. Olhei pelo vidro e vi um homem com boné azul e camiseta de mangas compridas amarela, como um carteiro. Ele disse: ‘Eu sou o carteiro, vim trazer uma encomenda para o (e disse o nome de seu marido)”, contou a vítima.

 

Assim que ela abriu a porta, o assaltante, que usava luvas, anunciou o roubo e cobriu o rosto da mulher com uma das mãos. “Ele dizia: ‘Eu quero o dinheiro grosso’. Eu falei, só tem esse que está no caixa. O dinheiro grosso já foi para o banco. Então ele pegou um guarda-chuva que estava ali para uso dos clientes e começou a me bater”, disse.

 

O ladrão jogou tudo que tinha na gaveta do caixa em cima de um sofá. Pegou R$ 417,

, mas não se contentou. Queria mais. “Ele pegou uma lata de tiner que estava no chão com um pano e tapou meu nariz. Tentei não respirar. Ele pegou uma sacola e me amordaçou. Amarrou meus pés com o fio do telefone”.

 

 

 

Tortura

 

Segundo a vítima, neste momento o assaltante jogou tiner, uma espécie de solvente, sobre o corpo dela. “Como ele colocou o pano embebido nos meus olhos, eu fechei e não abri mais, com medo de perder a visão por conta do produto. Eu já estava atordoada e ele me chutava. Então começou a jogar tiner no chão e em mim. Sentia tudo queimar. Por fim ele disse: ‘Você pode escolher: quer que eu te queime com o cigarro, bem devagar, ou coloque fogo de uma vez?’. Foi quando eu ouvi um barulho. Era o meu marido chegando. Então ele saiu correndo e acabou fugindo”, contou.

 

A mulher foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o Pronto-Socorro Central (PSC), onde foi atendida. “Eu já achei que estava morta. Tenho bronquite e tive até que usar oxigênio. Quero que isso sirva de alerta, porque estamos reféns dos assaltantes. Eu não consigo mais nem sair de casa. Estou fazendo terapia e tomando remédios”, disse a vítima.

 

Depois de medicada, a mulher registrou boletim de ocorrência (BO) no Plantão Policial de Bauru. Uma cópia do documento foi entregue por ela à reportagem. O caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial (DP), que dará andamento às investigações. 

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