A Câmara adiou mais uma vez a votação da Lei Geral da Copa, projeto que define regras para a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Confederações em 2013, que estava prevista para terça-feira (20).
O projeto pode ser votado nesta quarta-feira, mas isso depende de um acordo entre governo e oposição, que envolve a definição de uma data para a votação do Código Florestal, um tema controverso que provoca divergências dentro da base aliada.
Líderes oposicionistas prometem obstruir as votações até que o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), se comprometa com um calendário para colocar a atualização de leis ambientais em pauta.
O projeto tramita em regime de urgência desde o início deste mês. O status, em tese, agilizaria sua votação, que tem sido adiada desde então. O líder do DEM, deputado ACM Neto (BA), reafirmou que o andamento dos trabalhos na Casa dependem de uma data de votação do Código.
"Não tem acordo, o governo não sinaliza com uma data precisa de votação do Código Florestal e evidentemente que isso dificulta o andamento de todo o resto da pauta da Casa", declarou.
O presidente da Câmara se comprometeu ainda a definir um dia para a votação do Código, caso situação e oposição não cheguem a um senso comum.
"Eu me comprometi a, não havendo um entendimento entre oposição e o governo entre os líderes em relação ao Código Florestal, eu marcarei a data", garantiu. "Pode ser em abril, pode ser ainda durante o mês de março, nós vamos ver qual é a data mais adequada."
O governo teme uma nova derrota e evita o projeto que redefine as leis ambientais do país. Também recuou no projeto da Lei Geral da Copa para facilitar sua aprovação, ao retomar uma redação genérica sobre um dos dispositivos mais polêmicos do texto: o que trata da permissão à venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios. O recuo governista deixa dúvidas sobre as garantias assumidas junto à Fifa, sobretudo na questão do comércio de álcool. A entidade tem uma cervejaria entre seus patrocinadores.