Regional

Motorista é preso por porte ilegal de arma e polícia apura clonagem

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga – A Polícia Civil prendeu ontem em flagrante o motorista José Antonio da Silva, de 4

anos, acusado de porte ilegal de arma, mas há suspeita de que ele e mais três pessoas estariam clonando chassis. Os quatro foram abordados pela Polícia Rodoviária Estadual durante a madrugada na rodovia de acesso a SP-294 (Bauru-Marília) na entrada de um sítio no município de Piratininga (13 quilômetros de Bauru).

 

Silva estava portando um revólver calibre 38 com numeração raspada com seis balas por isso foi preso em flagrante e encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. Os outros três foram ouvidos, negaram envolvimento em adulteração de chassis e foram liberados. 

 

Os quatros foram abordados pela Polícia Rodoviária porque levantaram suspeitas por estarem em um carro na entrada do sítio Água do Pântano, onde em novembro do ano passado houve apreensão de duas cargas de cigarros contrabandeados.

 

No local foi encontrado um caminhão e dois reboques. Três dos acusados alegaram que foram ao sítio fazer a manutenção das carretas e seriam mecânico, borracheiro e eletricista. O delegado titular de Piratininga, Luiz Carlos Amador, disse que havia indícios de possível adulteração na numeração do chassis dos reboques. A Polícia Científica foi acionada para fazer a perícia. “Foi passada uma massa e refeita a numeração no chassis. Não sabemos o que fizeram e diante das dúvidas chamamos a polícia técnica”, declara. 

 

No interior do veículo foi encontrada ferramentas para a raspagem de chassis. Segundo o delegado, um deles alegou que a intenção do proprietário é levar as carretas para uma cidade do Estado da Bahia para trabalhar na safra de soja.

 

Segundo o delegado, um dos documentos está em nome de uma terceira pessoa e gera suspeita de ser dublê. “Estariam tentando fazer um dublê, porque entramos em contato com o dono de um caminhão com documento com a mesma placa e disse que estava com o veículo”. O delegado abriu inquérito para apurar possível adulteração de sinal identificar de veículo automotivo, conforme o artigo 311 do Código Penal, e vai apurar a procedência das carretas. 

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