Desde a manhã de ontem, os servidores da Secretaria de Estado da Saúde estão em estado de greve por melhoria das condições de trabalho e aumento salarial. Em Bauru, a maioria deles trabalha no Instituto Lauro de Souza Lima, onde foi mantida escala de 3
% do quadro de funcionários e de atendimentos aos pacientes internados e novos agendamentos.
A paralisação, que se encerra hoje à noite, totalizando 48 horas, também atingiu parcialmente o Departamento Regional de Saúde-6 e da Superintendência de Controle de Endemias. Somente no instituto, trabalham cerca de 4
funcionários.
“Em cada plantão, ficam cerca de 4
pessoas. Então, o atendimento não está sendo prejudicado, até porque o número de pacientes é reduzido no hospital”, garante a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde), Mariúze Inêz Pereira Miranda.
O que pedem
A categoria reivindica reajuste salarial de 26%, aumento do vale-alimentação de R$ 4,
para R$ 25,
, regulamentação da jornada de 3
horas para todos os funcionários da saúde, aumento do prêmio de incentivo, aposentadoria especial, concurso público e revisão da lei complementar número 1.
8
, de dezembro de 2
8, que instituiu o Plano Geral de Cargos, Vencimentos e Salários.
“Queremos negociação. Estamos no mês da nossa campanha salarial, cuja data-base é 1º de março, mas, até agora, o governo não discutiu com seriedade sobre nossas reivindicações. Os trabalhadores não aguentam mais”, aponta Mariúze.
A assessoria de imprensa da Secretaria de GEstão Pública pasta foi procurada, ontem, mas ninguém foi localizado. A diretoria do Lauro de Souza Lima também não foi encontrada para se manifestar sobre os eventuais prejuízos que a mobilização poderia gerar no atendimento aos pacientes.