O que parecia ser um dia normal de trabalho quase terminou em tragédia para o taxista C.M.B., 42 anos. Na madrugada de ontem, ele reagiu a um roubo e levou um tiro na nuca.
Ele disse ao JC que reagiu porque teve a convicção de que os bandidos iriam matá-lo.
“Eles iriam me levar ao o cemitério Cristo Rei. Lá seria o final de tudo. Então eu optei em reagir. Eu tinha franca convicção”, ressalta.
Para o taxista, o interesse dos assaltantes era roubar seu dinheiro, porque o carro não daria para rodar por muito tempo devido ao seguro. A vítima ainda explicou ao JC que a bala não será retirada.
“O estrago para retirar seria maior do que o próprio tiro”, afirmou.
De acordo com o boletim de ocorrência (BO), a vítima, que trabalha em um ponto de táxi no terminal rodoviário, recebeu uma ligação de um suposto cliente que teria se identificado como Alexandre.
Ele pediu para que C. o buscasse em uma praça na rua Olavo Bilac. No local, havia três pessoas que embarcaram no veículo Corsa da vítima.
Segundo o relato de C. aos policiais, um dos homens que estava no banco de trás do veículo colocou uma arma em sua nuca e anunciou o assalto.
Ao reagir, ele entrou em luta corporal também com o outro homem que estava no banco do passageiro e portava uma faca.
Por conta da reação, o taxista perdeu o controle do carro e colidiu em um veículo estacionado e um poste de energia elétrica. Depois, entrou num terreno baldio e bateu no barranco.
Fuga a pé
Além do acidente, o ladrão que portava a arma fez um disparo, que atingiu o lado direito do pescoço da vítima.
Após o ocorrido, o grupo fugiu a pé e o taxista pediu ajuda a pedrestres que passavam no local e que acionaram o Corpo de Bombeiros.
C. foi socorrido por uma Unidade de Resgate e encaminhado ao Pronto-Socorro Central. O revólver utilizado no assaltou foi apreendido pela Polícia Científica.