Tribuna do Leitor

Patrulha Ecológica


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Dia 18 de março (domingo) foi dia de patrulhamento ecológico nos locais denominados Chacaras São João, Giansante e Fazenda Bauru, todos para cima do córrego Vargem Limpa, depois do Mondelli. Nos dias 10 e 11 (sábado e domingo), recebemos denúncia de desmatamento ilegal em área de cerrado. Dia 10, no local denominado Giansante, vizinho das Chácaras São João, o local do fato, indo pela rua Rezik Eid Gebara, na quadra 3, entrando à direita. Repassamos para a Polícia Ambiental, mas a falta de viatura alegada não permitiu o flagrante. Segundo denunciantes, uma pessoa que se diz ser corretor e chamar Jorge Nigres, transitando com um carro com placa de Mato Grosso, com ajuda de um morador das imediações, estaria desmatando e vendendo "lotes". Dia 11, atacaram nas imediações da Rua Alberto Paulovich, com Via de Acesso B. Novo, comunicado à Ambiental, que não compareceu, mas graças à ação de populares o desmatamento não se concretizou, tendo o referido "corretor" se evadido do local.
No domingo, dia 18, a "patrulha" formada por membros da SOS Cerrado, Vidágua, Batra e EcoMobile constataram e fotografaram o desmatamento no primeiro local, área de cerrado, sem infra-estrutura, com alguns postes de iluminação somente. Uma numeração, ao que aparenta não oficial improvisada, onde consta ser ali quadra 1 e, dizem alguns moradores que compraram, ser ali a rua Francisco Ceschini, embora não tenhamos encontrado nenhuma placa. O local é o mesmo que nos havia sido denunciado em julho de 2009 e foi realizado na época uma vistoria pela ambiental em 21 de julho de 2009, mas o desmatamento ilegal continua. Ainda, constatamos grande quantidade de lixo e entulho no caminho que vai para a Fazenda Bauru, pertencente à União, área de cerradão, mas, pasmem, o estado de abandono, porteira de metal escancarada, um poste de luz novo na entrada onde o "informante" alegou ser uma pessoa que já invadiu o local (lá existe uma casa em ruinas) e pés de caju plantados, ter colocado o poste para "puxar luz" e ali colocar um "caseiro". Tornamos públicas tais informações para que as autoridades competentes tomem providências com urgência.

Amilton Marques Sobreira - presidente da ONG SOS Cerrado

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