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Sandro não participará da audiência, mas acompanha no Fórum |
O advogado Evandro Dias Joaquim, que representa as supostas vítimas de abuso sexual de Sandro Fernandes, disse nesta quinta-feira que não descarta a possibilidade de pedir a revogação da prisão domiciliar de Sandro e Fernanda depois que os dois tentaram conversar com um familiar, menor de idade, o primeiro a depor hoje. A alegação é que o casal não poderia nem "olhar" para as supostas vítimas quanto mais abordá-las. Entretanto, ele também informou que não irá decidir isso hoje.
Terminou, por volta das 19h, o depoimento da quarta vítima, que acusa Sandro Fernandes de abuso sexual, ao juiz da 2ª Vara Criminal de Bauru, Jaime Ferreira Menino.
Sandro e Fernanda Fernandes tentaram falar com um de seus parentes, menor de idade, na tarde desta quinta-feira (22), no Fórum de Bauru, logo após o depoimento da suposta vítima de estupro. Eles foram impedidos de falar com a criança, a primeira a depor, pelo advogado de defesa, que lembrou que eles poderiam ser presos caso insistissem. O casal aparentava tranquilidade e chamou a criança pelo nome. O menor olhou para eles e seguiu com o advogado.
O depoimento mais demorado foi da segunda vítima, uma familiar de 18 anos, que durou cerca de duas horas e meia.
Quase seis meses depois de ganhar repercussão em Bauru e no País, o caso Sandro Fernandes tem sua primeira audiência na Justiça. Tanto Sandro quanto Fernanda Fernandes precisam estar presentes no Fórum hoje. Eles acompanham o depoimento em uma sala separada, mas não ouvem o que as supostas vítimas relatam ao juiz, a pedido dos advogados de acusação. No final dos depoimentos, Sandro e Fernanda também precisam assinar uma documentação.
As vítimas têm entre 10 e 19 anos e fizeram a denúncia que se tornou pública em 25 de setembro do ano passado. Após esta primeira oitiva, ainda terão de ser agendadas audiências para os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa, além dos réus - Sandro e Fernanda Fernandes, acusada de coautoria nos crimes por ter sido omissa. Eles continuam cumprindo prisão domiciliar e devem ser ouvidos até o final do ano.
Neste período, também deve prestar depoimento uma ex-empregada do casal, que passou de vítima a testemunha protegida no processo. Entre as testemunhas arroladas pela defesa, estão a delegada que presidiu o inquérito na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Priscila Bianchinni de Assunção Alferes, e uma perita criminal.
As duas primeiras audiências do caso deveriam ter sido realizadas no início de janeiro, mas tiveram de ser remarcadas. Na época, a defesa do advogado recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo, para que Priscila e a perita que acompanhou as investigações também fossem intimadas a depor.
O TJ concedeu a liminar para suspender as oitivas até que o pedido fosse apreciado em segunda instância, o que já ocorreu em favor do réu.