São Paulo - Embora em ritmo menos acelerado, a classe C continuou a crescer no Brasil em 2
11. A participação desse estrato social no total da população brasileira foi de 54% no ano passado, segundo pesquisa divulgada ontem pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas em parceria com o instituto Ipsos. Em 2
1
, ela representava 53% da população.
De acordo com a pesquisa “O Observador Brasil 2
11”, a classe C recebeu 2,7 milhões de brasileiros em 2
11, vindos da classe DE. Hoje, 1
3 milhões de pessoas fazem parte dessa classe social. A classe DE, por sua vez, encolheu no ano passado, representando 24% da população, num total de 45,2 milhões de brasileiros. Em 2
1
, eram 47,9 milhões de pessoas, ou 25% da população.
“Essas mudanças marcam a consolidação da mobilidade social que vimos ocorrer no Brasil nos últimos anos”, diz Marcos Etchegoyen, diretor-presidente da Cetelem BGN. A pesquisa, realizada desde 2
5, mostra que 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente no Brasil nos últimos sete anos. “É o equivalente a toda a população da Itália”, comenta Etchegoyen. O grupo que mais contribuiu para essa evolução foi a classe C, que representava 34% da população em 2
5, e hoje está em 54%.
As classes sociais utilizadas no estudo são as definidas pelo CCEB (Critério de Classificação Econômica Brasil), fornecida pela Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa). O conceito não considera a renda, mas a posse de itens como eletrodomésticos, veículos, quantidade de cômodos na casa e grau de instrução do chefe de família.
Renda
A pesquisa mostrou ainda que a classe C foi a única camada da população cuja renda média familiar cresceu em 2
11. A evolução foi de 8%, para R$ 1.45
. As classe AB e DE tiveram uma ligeira queda na renda, de R$ 2.893 em 2
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para R$ 2.9
7 no ano passsado, no caso da AB, e de R$ 8
9 para R$ 792, na classe DE. A renda disponível, que corresponde à renda da família após os gastos, cresceu em todas as classes sociais no ano passado, o que indica que houve uma maior contenção dos gastos. “As pessoas gastaram menos no ano passado,influenciadas pela piora no ambiente econômico, especialmente no segundo semestre”, diz Miltonleise Filho, vice-presidente da Cetelem BGN.