São Paulo - O vice-presidente do Hopi Hari, Cláudio Guimarães, afirmou ontem que ainda é “prematuro” dizer qual a responsabilidade do parque no acidente que matou uma adolescente há um mês.
O Hopi Hari reabre neste domingo ao público, após passar quase 20 dias fechado para perícia. “A responsabilidade vai ficar definida no momento que terminar a investigação. Seja qual for, o parque vai assumir”, disse Guimarães, em entrevista à imprensa. “Seria irresponsável já criar uma hipótese.”
De acordo com ele, se a diretoria do parque soubesse que a cadeira do acidente tinha um defeito naquele dia teria tomado uma medida “imediata”.
Gabriella Yukari Nichimura, 14 anos, sentou em uma cadeira do brinquedo La Tour Eiffel que devia estar desativada.
Por isso, o colete de segurança não foi travado. A jovem caiu de uma altura de cerca de 25 metros e morreu a caminho do hospital. A Polícia Civil investiga o caso e diz que ao menos quatro pessoas podem ser indiciadas sob suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Ao menos um supervisor foi informado por operadores de que a cadeira estava com a trava “frouxa”. O advogado de dois operadores do brinquedo, Bichir Ale Bichir Júnior, afirmou que o treinamento dado aos funcionários é insuficiente.