Bairros

Família de paciente faz denúncia de suposto erro médico em UPA

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Uma rotina para Maria Cristina Fernandes, 40 anos, moradora do Jardim Bela Vista em Bauru se transformou em pesadelo. Depois de receber uma dose de um antibiótico endovenoso aplicado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Bela Vista na última quinta-feira, suas pernas incharam. Segundo a família, médicos alertaram até que a mulher poderia ter as pernas amputadas.


Jovita Augusta Fernandes, 68 anos, mãe de Maria Cristina, contou à equipe de reportagem do JC que há três anos a filha precisa tomar o medicamento a cada 21 dias. “Como ela fez duas cirurgias no coração, precisa tomar o medicamento para evitar infecções. Ela também toma outros medicamentos e nem pode trabalhar porque não pode pegar peso, por exemplo”, contou Jovita.


Na última quinta-feira, algo de estranho começou a acontecer. Após receber o antibiótico endovenoso, aplicado nas nádegas, Maria Cristina começou a ter inchaço nas pernas. Esse inchaço passou a ter características de uma trombose, já que as pernas foram ficando com cor escura, assim como um dos pés. “Pelo o que conversamos com outros médicos no PSC, a suspeita era de que o medicamento tinha sido aplicado no nervo e que ela até poderia ter que amputar as pernas”, criticou.


Nesta segunda-feira ela deu entrada no Pronto-Socorro Central (PSC) onde ficou recebendo atendimento junto de pacientes de urgência e emergência. “Ela só piorava e o corpo começou a ficar cheio de hematomas. Depois começou a receber medicamentos, mas o atendimento ainda estava misturado, inclusive com os dos homens. Foi quando pedimos uma vaga de transferência para ela”, acrescentou a mãe.


Foram quatro dias de angústia até que, na tarde de ontem, Maria Cristina foi transferida para a Unidade Coronariana do Hospital Estadual de Bauru e, segundo a assessoria de imprensa, ela passa bem. Mais exames serão realizados pela equipe da unidade de saúde para investigar o que realmente está acontecendo.


Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que vários dos componentes do quadro apresentado pela paciente não têm qualquer relação com a medicação administrada ou sua aplicação. “A hipótese mais provável é que eventos clínicos recentes estejam relacionados à medicação já usada anteriormente pela paciente”.


A família registrou boletim de ocorrência sobre o fato, na desconfiança de que Maria Cristina tenha sido vítima de erro médico.

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