Polícia

Polícia procura suspeito de assassinar eletricista

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), cumpriu ontem um mandado de busca e apreensão na Vila São Paulo, em Bauru, para localizar Marcos Rodrigo Trindade, 31 anos. Ele, entretanto, não foi encontrado e continua foragido. De acordo com a polícia, na madrugada do dia 5 de fevereiro deste ano, Trindade matou o eletricista João Batista Estevo Pereira, 46 anos, que também respondia por homicídio.


Na ocasião, Trindade, que já tem passagens por roubo e havia saído da cadeia recentemente após ter sido condenado por outro assassinato, estaria no mesmo bar que João Batista na noite do crime.


“O Marcos Trindade estava com a esposa e o filho pequeno neste bar. Segundo as testemunhas, o João Batista mexeu com a mulher dele e eles se desentenderam”, conta o titular da DIG, Kleber Granja. Após a confusão, João Batista teria ido a outro bar, porém, Trindade o seguiu. Lá, novamente, começaram a brigar. “O João estava com um revólver na cintura. Quando começou a briga, a arma caiu. O Marcos Trindade, então, pegou o revólver e disparou três vezes contra o tórax de João”, relembra.


A vítima morreu no local. Já Trindade conseguiu fugir com a ajuda de moradores da Vila São Paulo. Ontem, além de tentar localizar o suspeito, duas pessoas que teriam o ajudado na fuga também foram presos.


“Eles foram detidos, porém, constatou-se que não foram coautores do crime. Pelo contrário, colaboraram nas investigações para que tivéssemos certeza que Marcos Trindade foi o autor. Assim, já foi expedido o alvará de soltura de ambos”, conta o delegado, que não descarta abrir outro inquérito por favorecimento pessoal para investigar se a dupla ajudou Trindade a fugir.  




Vítima suspeita


A arma que foi usada por Marcos Trindade no crime estava na cintura da vítima. De acordo com o delegado, João Batista andava em posse deste revólver justamente por estar envolvido em outro caso de homicídio, ocorrido no começo de 2011.


Na ocasião, João Batista teria atirado no peito de Uilson Barbosa da Silva, de 47 anos, por causa de uma dívida de sinuca. Apontado como principal suspeito do crime, ele se entregou para a polícia, porém, respondia ao processo em liberdade.

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