Ao ler a notícia do novo prédio do Centrinho, lembrei-me de uma passagem importante da minha vida. Desde que voltei para Bauru, em 1987, acompanho sua dedicação pelo Centrinho e as obras nele realizadas. Há 23 anos, levei meu filho, então com 14 anos, ao neurologista, que sugeriu que fizéssemos o exame cariótipo. Fomos ao Centrinho fazê-lo e, ao retirar o resultado alguns dias depois, vi que não tinha o valor total para pagar pelo exame. Pedi à secretária se poderia pagar posteriormente e ela me encaminhou ao escritório do doutor Gastão, que, segundo ela, provavelmente me daria um desconto. Fiquei maravilhada ao ver o local onde o senhor trabalhava. Parecia um pedaço do céu. Conversamos por alguns minutos, expliquei que não tinha o dinheiro suficiente e pedi um desconto. O senhor foi extremamente atencioso. Saí com o documento e, ao dirigir-me à secretária para saber o quanto devia, ela disse: "Está tudo certo". Naquele momento, pedi a Deus que lhe abençoasse muito e lhe desse muitos anos de vida à frente do Centrinho. Deus lhe pague, "Tio Gastão", pelo seu trabalho e dedicação. É merecida a ideia de dar o seu nome ao novo hospital do Centrinho.
Beatriz Venturini Gavaldão, professora aposentada