Internacional

Israelenses rompem relações com Conselho de Direitos Humanos

Folhapress
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Jerusalém - O governo de Israel cortou relações com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em reação à decisão do órgão de criar comissão para investigar os assentamentos judaicos nos territórios ocupados. Israel anunciou ainda que não permitirá a visita da comissão ao país e que estuda sanções à ANP (Autoridade Nacional Palestina), que articulou a votação na ONU.

 

Israel acusa o CDH, com sede em Genebra, de agir com “maioria automática” para condenar o país, com o voto dos países muçulmanos e a cooperação da maioria dos emergentes. Na sessão que aprovou a comissão, na semana passada, houve 36 votos a favor, 1

abstenções e só 1 voto contra, dos EUA.  

 

Israel não integra o CDH, mas pode acompanhar sessões e fazer intervenções por ser membro da ONU. O embaixador israelense em Genebra foi orientado a suspender a cooperação e não atender nem a telefonemas do CDH.

 

O rompimento foi condenado na imprensa israelense, pelo risco de reforçar o isolamento diplomático do país. Mas o porta-voz do ministério das Relações Exteriores do país, Yigal Palmor, minimizou os possíveis danos.

 

“Concluímos que tudo o que fazemos não adianta nada, simplesmente ignoram o que dissemos e fazemos”, disse. “Se o conselho não coopera conosco, não vamos cooperar com ele”.

 

Para ressaltar o argumento de que o CDH é tendencioso, Palmor disse que, de 82 condenações aprovadas desde 2

6, 46 foram contra Israel, 5 contra a Síria e 2 contra o Irã. 

 

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