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Roberto foi morto por policiais que usaram uma arma de eletrochoque |
O corpo do brasileiro Roberto Laudísio Curti, de 21 anos, que morreu depois de ser atingido por eletrochoques disparados por armas taser da polícia de Sydney, na Austrália, só deve chegar ao Brasil daqui a duas semanas. O corpo deve ficar no necrotério local, à disposição da polícia, até que as investigações sobre a morte do estudante tenham avançado.
As duas irmãs de Roberto concordaram com o pedido das autoridades locais para manter o corpo do estudante na Austrália até que seja esclarecido o que provocou a morte dele na madrugada do último domingo.
As irmãs do estudante pediram ao cônsul brasileiro em Sydney, André Costa, para manter sigilo sobre o inquérito. O chefe de polícia do Estado de Nova Gales do Sul, Michael Gallacher, prometeu à família que o Departamento de Homicídios vai trabalhar com todo rigor para esclarecer o caso que é cercado de controvérsias.
Em uma das primeiras reações do alto escalão do governo australiano sobre o caso, o ministro das Relações Exteriores, Bob Carr, enviou condolências aos pais do brasileiro após conversar com o embaixador do Brasil na Austrália.
No entanto, o estudante é órfão, e as declarações já estão sendo consideradas como uma gafe pela imprensa australiana.
