Seul - Os líderes de 53 países reunidos na Cúpula de Segurança Nuclear de Seul lançaram ontem uma chamada destinada a reduzir o uso do urânio altamente enriquecido até o final de 2
13 e a tomar medidas para que seu manejo seja mais seguro.
Em comunicado emitido ao término do encontro, os dirigentes instaram ainda à adesão aos instrumentos multilaterais relacionados à segurança nuclear e sublinharam o “papel central” da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) neste terreno. A declaração, contendo 13 pontos, destaca também a relação entre a segurança nas usinas atômicas e a prevenção de delitos nucleares, e reforça o compromisso dos 53 países de potenciar a segurança no transporte de materiais nucleares e radioativos e combater seu trânsito ilegal.
Em linha com a primeira Cúpula de Segurança Nuclear, realizada em Washington em 2
1
, os líderes assinalaram que o terrorismo nuclear continua sendo uma das ameaças que mais desafiam a segurança internacional.
Sublinharam que é uma “responsabilidade fundamental dos Estados” manter a segurança efetiva de todo seu material nuclear, assim como das instalações atômicas sob seu controle, e evitar que os materiais, a informação e a tecnologia nucleares caiam em mãos de grupos hostis.
Com este objetivo, planejam criar uma “arquitetura de segurança nuclear global” com a adesão do maior número possível de países aos acordos e convenções internacionais vinculados à proteção do material atômico.