Nacional

Brics pedem reforma no FMI; Dilma critica os países ricos

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Nova Délhi - A presidente Dilma Rousseff acusou os países desenvolvidos de prejudicarem outros com políticas monetárias “injustas”. As declarações da presidente foram dadas na conferência do grupo de países emergentes Brics, ontem, em Nova Délhi, onde líderes do grupo pressionaram as potências ocidentais a ceder mais direitos de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI) neste ano (veja quadro).

 

A política monetária do mundo rico “traz vantagens comerciais enormes para os países desenvolvidos, e resulta em obstáculos injustos para os outros países”, disse Dilma.

 

O Brasil acusa países ricos de provocarem um “tsunami monetário” ao adotar políticas expansionistas, como taxas de juros baixas e programas de compra de títulos.

 

As políticas têm o objetivo de estimular as economias da Europa e dos Estados Unidos, mas também provocaram uma onda de liquidez global que afetou mercados emergentes como o Brasil, fortalecendo suas moedas e tornando suas economias menos competitivas no Exterior.

 

Em comunicado conjunto, os países que formam os Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - pressionaram por mais direitos de voto no FMI.

 

“Esse processo dinâmico de reforma é necessário para garantir a legitimidade e a efetividade do Fundo”, afirmaram os países após o primeiro dia de reunião.

 

“Realçamos que o esforço contínuo para elever a capacidade de empréstimo do FMI só terá sucesso se houver confiança de que todos os membros da instituição estão verdadeiramente comprometidos em implementar fielmente a Reforma de 2

1

.”

 

As mudanças prometidas nos direitos de voto no FMI ainda não foram ratificadas pelos Estados Unidos, ampliando a frustração em relação às reformas do G7 e do Conselho de Segurança da ONU, onde Índia e Brasil pleiteiam há anos assentos permanentes.

 

Os líderes dos Brics também acusaram países ricos de desestabilizarem a economia mundial cinco anos após a crise financeira global.

 

“É crítico que economias avançadas adotem políticas macroeconômicas e financeiras responsáveis, evitando a criação de uma liquidez excessiva global, e adotem reformas estruturais para impulsionar o crescimento que crie empregos”, disseram eles no comunicado conjunto.

 

Comentários

Comentários