O Cemitério da Saudade voltou a ser alvo de vandalismo. As argolas de vários túmulos vêm sendo arrancadas e deixadas pelos corredores da necrópole. O gerente de Necrópole e Funerária da Emdurb, Paulo André, comenta que o problema foi registrado há algum tempo em boletim de ocorrência (BO).
Como não é possível saber de qual jazigo pertence cada par de argolas, o material foi guardado e está sendo devolvido aos proprietários de túmulos que reclamam. Há alguns dias, Enis Orti percebeu a falta das argolas no túmulo onde seu irmão, Sylvio Orti, está sepultado. No túmulo, as argolas foram arrancadas e o tampo frontal foi quebrado. No interior do sepulcro há várias garrafas pet, jornal velho e lixo, dando a impressão de que o local seria usado como dormitório. Nenhum caixão chegou a ser violado.
O túmulo pertence à família de Alberto Francisco Bianconcini. Constam placas de sepultamento de Wilson Bianconcini (2
/11/1953) e de Chan But Lann (13/
9/1953). De acordo com Enis Orti, seu irmão Sylvio faleceu em 29 de outubro de 2
9 e foi sepultado no jazigo da família Bianconcini.
Enis avalia que o Cemitério da Saudade aparenta abandono. Ela comenta que já contratou o serviço para recuperar a fachada do túmulo onde seu irmão está sepultado e instalará outro tipo de tampo com puxadores diferentes.
Violação
O gerente de Necrópole Paulo André esclarece que, há muito tempo, não há caso de túmulo violado no Cemitério da Saudade. Ele relembra que, há dois anos, ocorreu o último episódio. Quanto ao problema de vandalismo, o gerente garante que são casos esporádicos. André afirma que, há pelo menos oito meses, não houve nenhum registro de vandalismo no cemitério.
O Cemitério da Saudade é a necrópole municipal mais antiga de Bauru, inaugurada em 19
8. A necrópole possui o maior número de sepultados, com 5.673 jazigos. Até ontem, 55.8
6 pessoas foram sepultadas no local. Até o Dia de Finados do ano passado eram 55.692.