A proposta de reajuste na tarifa do transporte coletivo de Bauru, aferida em planilha da Emdurb, foi rejeitada ontem por oito votos contrários, três a favor e uma abstenção dos 12 membros presentes e votantes do Conselho de Usuários do Transporte Coletivo. O órgão, no entanto, tem caráter consultivo e a decisão cabe apenas ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), que regula o valor cobrado nos circulares a partir de decreto.
Antes da votação, técnicos da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) apresentaram o estudo tarifário para justificar o aumento. O pedido de reajuste é formulado pela Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb), formada pelas empresas Baurutrans, Cidade Sem Limites e Grande Bauru.
A proposta é de que a tarifa comum paga pelos usuários passe de R$ 2,25 para R$ 2,42, aumento de 7,5%. Se paga em dinheiro, ela pode chegar a R$ 2,62 diante dos R$ 2,45 cobrados atualmente. Para a integração no transporte coletivo, o munícipe deverá embolsar mais R$
,65, de acordo com os números apresentados pela Emdurb.
Já a tarifa escolar subiria de R$ 1,69 para R$ 1,81. Com integração, o valor pode subir de R$ 2,14 para R$ 2,29. Nesse último caso, o reajuste chegaria a 7%. A média de passageiros transportados pelo transporte público em Bauru é de 2.449.223 por mês em uma frota total de 238 ônibus, que percorrem cerca de 1,5 milhão de quilômetros mensalmente.
Discussões
Votaram favoráveis à proposta de aumento da tarifa os representantes do Sindicato dos Taxistas, Sindicato dos Contabilistas e de um dos membros da Federação da Associação de Moradores. A abstenção ficou por conta de Paulo Amaral, da Federação das Associações, Entidades e Organizações de Serviços do Estado de São Paulo. Após tentar apresentar, sem sucesso, uma proposta alternativa que reduzia os novos valores da Emdurb de R$ 2,62 para R$ 2,6
e de R$ 1,81 para R$ 1,8
, ele se absteve da votação principal. “A representante da Prefeitura de Bauru votou contra. Não tenho segurança para votar”, alegou.
A servidora Zely do Carmo, que atua na Secretaria Municipal de Finanças, justificou seu voto contrário ao aumento pelo fato de ser usuária do transporte coletivo.