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Ativista pró-democracia consegue cadeira no parlamento, diz oposição

Folhapress
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Yangon - A ativista pró-democracia Aung San Suu Kyi conseguiu uma cadeira no Parlamento nas eleições legislativas em Mianmar, derrotando seus dois principais rivais na disputa, informou o partido opositor LND (Liga Nacional pela Democracia).


“Aung San Suu Kyi venceu. A candidata da LND conseguiu a vitória no distrito de Kawhmu”, anunciou um funcionário do partido a centenas de partidários da ativista e Nobel da Paz.


Suu Kyi, que desde 1989 passou 15 anos presa, concorreu às eleições pela primeira vez, depois que seu partido decidiu dar fim ao boicote do sistema político do país, que era dominado por militares.


Um total de 45 cadeiras estavam em disputa, para as quais a LND apresentou 44 candidatos -37 para a Câmara Baixa do Parlamento, seis para a Câmara Alta e dois para as câmaras regionais.


O partido havia denunciado supostas irregularidades durante a votação, especialmente nas cédulas. “A comissão eleitoral é responsável por tudo o que está acontecendo”, havia dito o oficial do partido Nyan Win, acrescentando que apresentaria uma denúncia.


“A principal denúncia é sobre a presença de cera sobre as cédulas ao lado do nome do candidato da LND”, disse. A cera poderia, supostamente, ser retirada em seguida, e o voto anulado. “Se isto continuar, irá prejudicar o prestígio das eleições”.


Processo eleitoral


O partido de Suu Kyi e o liderado pelo presidente birmanês e ex-primeiro-ministro na última etapa de regime militar, Thein Sem, eram os únicos que tinham candidatos em todas as numerosas circunscrições eleitorais do país, a maioria localizada nas zonas rurais.


A votação foi realizada após o chefe das Forças Armadas, o general Min Aung Hlaing, rejeitou na semana passada qualquer tentativa de reforma da Constituição que reduzisse o poder político dos militares.


Durante sua campanha, Suu Kyi defendeu uma diminuição das cadeiras do Congresso destinadas aos membros das Forças Armadas.


A Constituição de 2008, aprovada durante o regime militar, reserva para os chefes e oficiais das Forças Armadas 110 vagas das 440 que compõem o Parlamento, e 56 das 224 do Senado.

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