Coligação certa
O presidente do DEM de Bauru, Dudu Ranieri, afirmou ontem que impreterivelmente nesta semana a coligação com o PSDB será anunciada. Disse, inclusive, que hoje a decisão poderia ser oficialmente anunciada e que só estava dependendo de acertos entre os tucanos. Garantiu, no entanto, que será Chiara Ranieri a cabeça de chapa.
Nada matemático
Na sequência, Dudu Raneri emendou: "Em política tudo é possível". Então, afirmou que, caso o DEM não conte mais com o apoio do PSDB, comporá com o PV. Disse que lhe agrada ter Clodoaldo Gazetta como vice de Chiara e, por ele, as três legendas (DEM, PSDB e PV) poderiam juntar forças na oposição a Rodrigo Agostinho. Dudu alegou não ter conversado ontem com tucanos.
"Gota d? água"
No final da tarde, o presidente do PPS, Arnaldo Ribeiro (PPS), enviou nota informando que está cada vez mais distante a aliança entre o partido e o PV. Razão? Ora Gazzetta se coloca como candidato ora como vice. A declaração que o pré-candidato dos verdes deu ontem ao JC pode ter sido a gota d?água que faltava para o fim da parceria entre as legendas. Amanhã, o PPS se reúne com todos os seus pré-candidatos ao cargo eletivo de vereador em uma reunião fechada. Entre os assuntos, provavelmente este será o mais cobrado pelos militantes.
Olho no olho
O prefeito Rodrigo Agostinho reiterou ontem que pretende conversar com servidores do DAE hoje pela manhã. Desde quinta-feira da semana passada, eles participam de manifestações contra o Poder Executivo, que não enviou à Câmara Municipal o projeto de lei com o PCCS da autarquia. Como mais uma mobilização está marcada para hoje, tem quem não descarte bate-boca entre ele e representantes do Sinserm. Amanhã, categoria discute em assembleia possibilidade de greve.
Tempo hábil
Para o sindicato, como Rodrigo recebeu o projeto no final do ano passado, teria havido tempo hábil de tê-lo enviado ao Legislativo. Caso se encontrem na manhã desta segunda-feira, o prefeito será questionado sobre o atraso apontado. O chefe do Executivo confirma ter recebido o plano no final de 2011. No entanto, alega que só então fez estudo de impacto financeiro, considerado por ele um trabalho complicado.
O impacto
Rodrigo destaca novamente que o PCSS resultará em R$ 6 milhões a mais na folha de pagamento. Além de garantir que a autarquia não tem dinheiro, nem previsão orçamentária, explica que a legislação eleitoral e a Constituição Federal o proíbem de reajustar salários acima da inflação em ano de pleito. Além disso, se o plano fosse aprovado, o limite da Lei de Responsabilidade Social seria estourado.
Pela praticidade
Para garantir praticidade à reunião do PMDB realizada no sábado pela manhã, Rodrigo Agostinho decidiu não comparecer. Sua presença normalmente resulta em discursos individuais longos de militantes que pretendem entrar na disputa eleitoral. O atual prefeito os considera importantes e necessários à construção política, mas admite que o encontro se estende muito e perde em praticidade. Decidiu, então, deixá-los à vontade. Até porque, no sábado, o assunto era pragmático e matemático por envolver cálculo de pré-candidatos a vereador.