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Gravidez após os 40 anos

Maria Madalena
| Tempo de leitura: 3 min

Algumas mulheres preferem ter filhos após 35-40 anos. Existem vários motivos e hipóteses. Entre eles, o fato de trabalhar muito, investir na carreira profissional, se realizar profissionalmente, o que pode ser um sonho aliado ao de ser mãe. Não quero dizer que filho seja um incômodo ou sirva para atrapalhar a vida da mãe, mas sim pela dedicação que ela precisa e quer dar ao filho, acompanhando seu crescimento e preparando-o para a fase adulta. Em outros casos, o fato de não conseguir engravidar mesmo após muitos tratamentos. Com o avanço da ciência e da medicina, ela vai buscar outras maneiras para engravidar, caso pelo processo natural não deu certo. Pode ser uma fertilização artificial, como foi mostrado na novela Fina Estampa. Porém, nesse caso ou em qualquer situação, o diálogo do casal é de suma importância, pois ambos precisam aceitar a situação e querer muito esse filho. Reforço que o diálogo entre o casal tem que existir sempre, pois sem diálogo é impossível sustentar qualquer tipo de relacionamento. Quando citei diálogo, significa um diálogo verdadeiro e transparente, onde haja respeito e lealdade das duas partes. Existe também a ideia e possibilidade da adoção, onde alguns casais preferem, outros não. Aí entra, além do diálogo citado, a estabilidade mental, física, moral e financeira do casal. A mulher nunca deve desistir de ter um filho por sentir medo de algo, e sim buscar orientação de profissionais para saber como está sua saúde, que é fator fundamental para se ter um filho, pois assim o médico irá explicar tudo sobre idade, saúde, gravidez após 40 anos. Riscos existem, sim. E estar consciente desses riscos facilita muito a procurar ajuda médica. Enfim, primeiramente precisa estar muito bem informada, fazer exames, para depois tentar gerar um filho.

O fator emocional pesa bastante também para o casal e a mulher. Na verdade, um simples estresse é o suficiente para desorientar a pessoa emocionalmente. E o emocional abalado mexe com toda estrutura psíquica e física. Nesse caso, é interessante buscar uma ajuda terapêutica para saber como lidar com a situação da gravidez, da ansiedade, procurando, assim, um autoconhecimento para que tudo ocorra da melhor maneira possível. Apesar dos riscos, uma gravidez após os 40 anos tem também suas vantagens, porque é algo planejado. A depressão pré-parto/pré-natal ou pós-parto pode ocorrer com qualquer mulher, não necessariamente após 40 anos, lembrando sempre que cada organismo reage de uma forma. E existem estudos que até os pais ficam com depressão pré-parto/pré-natal ou pós-parto pelo simples fato de verem suas mulheres deprimidas. É uma porcentagem de pelo menos 10% de pais no mundo. Mas logo passa. Porém, a mulher, caso tenha depressão pré-parto ou pós-parto, precisa imediatamente procurar ajuda terapêutica. A depressão pós-parto ou pré têm sintomas semelhantes ao de uma depressão comum, onde a pessoa sente-se desvalorizado no extremo, autoestima comprometida, desmotivação para a vida, tentativa de suicídio, abandono do recém-nascido, entre outras. Lembrete: depressão é séria e precisa ser tratada por profissionais da área. E os sintomas citados acima nem sempre significam depressão, ok? Nunca faça automedicação, procure um profissional específico. Somente o médico saberá diagnosticar tudo certo. É importante que a mulher fique atenta e, caso perceba algum sinal ou sintoma depressivo, imediatamente fale com seu médico. A mulher, independentemente da idade, ao ter um filho, é necessário saber administrar muito bem o tempo com a criança, pois não resolve ficar o dia todo com o filho e não lhe dar atenção devida. Pode ser meia hora, mas tem que ser intenso.


A autora, Maria Madalena, é professora e escritora

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